
PERFEITA?
Todo mundo escolhe qual faceta quer mostrar para os outros. Tem quem prefira mostrar os defeitos para criar uma barreira natural de proteção - essas pessoas normalmente são as mais fantásticas, depois que se supera os preconceitos. Há quem só mostre as qualidades, como em um produto, ignorando efeitos colaterais e as partes ruins da personalidade que normalmente complicam a convivência. Um enorme fato: ninguém é perfeito. Só que algumas pessoas sabem utilizar as qualidades de tal modo que ficam atraentes a ponto de parecerem perfeitas. Então, no nosso círculo de amizades sempre haverá aquela garota linda, que chama a atenção por onde passa. A amiga inteligente, sem ser nerd. A amiga popular, que todo mundo conhece e considera best friend forever. E, aquelas raras, que são lindas, inteligentes e populares, dotadas de uma aura superior que todos admiram: a típica amiga perfeita.
Na amizade, tantos as qualidades quanto defeitos são conhecidos, ou então não é amizade. De repente você descobre que a amiga perfeita tem mal hálito se não masca um super fresh power blue - aí você ri (um pouquinho na maldade, um pouquinho por puro alívio), e se sente satisfeita. Não importa se todo mundo é capaz de admirar os cabelos macios de sua amiga, e não os seus, porque você sabe que por trás daquela perfeição toda existe um ser humano tão normal quanto você. O problema nas amizades com amigas perfeitas é quando não há essa abertura para perceber que não há perfeição alguma, ou se o que você descobre não basta para manter sua própria auto-estima. Porque são poucas (tá, acho que não existe) as pessoas que não se sentem um pouquinho mal com quem é aparentemente muito melhor do que elas. Neste caso, amizades perfeitas fazem mal sim, mesmo que a longo prazo; porque, mesmo sem querer, você começa a se comparar com tudo e todos, esquecendo das particularidades que deixam todas as pessoas interessantes, ao seu modo. E entrar nesse caminho é pedir para sofrer um bocado, e sem sentido algum.
- Pauta do TDB.
Feita na última hora, adoro! E, já que é última hora mesmo, nada a comentar além de que o lado esquerdo da minha garganta deve estar no tamanho de uma bolinha de ping-pong. Talvez nem tanto, mas que está grande, está. Inflamação sem graça. :P
MOMENTO PIPOCA
Estava pensando comigo mesma: adoro cinema (embora, atualmente, não esteja com muita paciência para filmes), gosto de ter um controle dos filmes que assisto mas faz um ano que não anoto mais, e o blog é meu. O último argumento é o mais importante, e eu nem precisava prestar esclarecimentos sobre o que aparece por aqui ou não, mas ainda assim, aviso: começarei a comentar os filmes que assisti. Não sou muito crítica e meus comentários são bem bobinhos, mas eu adoro fazer isso, de qualquer maneira.
• Moulin Rouge - Amor em Vermelho.
Ah, me emociono sempre. Nem precisaria dizer isso, visto que a nova versão do GG é do filme, enfim. A Nicole Kidman é linda e eu fico fascinada com ela (embora sinta uma agonia enorme quando ela desmaia), e o Ewan McGregor é tão bonito. A melhor parte, sem dúvida, são todas as músicas (nesse ponto, sou bem Mia Thermopolis), e dentre elas, a que mais me anima é Sparkling Diamonds.
• Cloverfield - Monstro.
Fiquei esperando que Nova York se transformasse em Townsville, e que aparecessem por lá as Meninas Superpoderosas. Sem mais.
Aliás, odeio filmes de terror onde todo mundo morre. Qual é a graça se não sobra alguém traumatizado o suficiente para contar a história com aquele olhar de "pode se repetir a qualquer momento"? Blé. Ah, e fato: todo aquele agito de câmera manual me deixou enjoada, em alguns momentos. Tipo quando eles entraram naquele prédio que estava torto. Confundiu totalmente minha noção de espaço.
• O Exorcismo de Emily Rose.
Fiquei impressionada, não vou mentir. Eu ficava olhando o tempo todo pra porta, e isso que nem estava escuro. Acho que é o único filme de terror que teve realmente a capacidade de me assustar, tanto que eu ficava pensando "acho filmes de terror bobos, e sempre dou mais risada do que qualquer outra coisa, nem sei porque assisto!". É... Acho que esse filme mudou minha perspectiva. Só achei a atriz que faz a Emily bem ruim. Mas os outros atores são muito bons e convincentes. E de fato, saber que é baseado em um fato real é a parte mais louca de tudo.
Permissão para um momento literário, para terminar: viciei de novo na série do Diário da Princesa. <3 Meg Cabot é minha ídola, em todos os sentidos (Stephenie who? Tá, parei.). Como faz muito tempo que eu parei de comprar os livros (parei no quinto), ontem de noite baixei o sexto livro, só de curiosidade, e coloquei no celular. Terminei em menos de 24 horas. Preciso de dinheiro para comprar os outros livros, urgentemente (e enquanto isso vou baixando os outros, e adquirindo uma LER no dedão por ficar apertando a tecla do celular para ir para baixo).
LEĆO COVARDE
No quesito amoroso, eu era tão corajosa quanto o Leão Covarde, do Mágico de Oz. Se pudesse voltar no tempo, portanto, e mudar qualquer coisa, não hesitaria em parar naquela manhã quente quando ele disse "eu ficaria com ela!", e teria coragem de responder que era recíproco. Ou àquele dia, dele na minha frente, brincando com os meus pés; eu levantaria pedindo um momento, e diria que ele era o dono dos meus pensamentos desde o momento em que o vi pela primeira vez. Ao menos iria atrás dele, quando o vi partir (já que ele nunca mais voltou). Mas, se eu não pudesse fazer isso, me adiantaria dois anos, e seria mais objetiva ao admitir o que sentia por aquele outro. Melhoraria minhas técnicas de aproximação, seria a melhor amiga que alguém pode ter, controlaria a empolgação que sentia ao conversar com ele, e no meu momento ideal (marcado no calendário, para nunca esquecer), eu admitiria tudo, sem medo. Então seria feliz, independentemente do resultado, simplesmente por ter sido sincera. Vendo no contexto geral, foi exatamente isto que me faltou: sinceridade, e a coragem que até o Leão Covarde tem.
- Pauta da Capricho.
Não que eu fique remoendo eternamente o passado, porque de alguma maneira minha covardia me trouxe até aqui. Só acho uma hipocrisia dizer que não mudaria nada. Nada? Dizer que tudo foi necessário para o amadurecimento é mentira. Existem muitas experiências que não precisavam acontecer, e ainda assim eu seria tão boa quanto sou hoje.
Psicóloga é uma cartomante de nível superior. HAHA, eu ri, a Desciclopédia é um máximo. :D
EM 12 ANOS
Quando eu tinha meus 15 anos, achava que aos 18 iria ser veterana da faculdade de Publicidade e Propaganda, teria superado meu trauma de baladas e teria uma lista de amores e outra maior de amigos. Sou caloura de Psicologia, recuso educadamente sempre que me convidam para uma festinha regada à bebidas e músicas ensurdecedoras, tenho meu namorado de um ano e amigos que conto com os dedos de uma mão. Não é por isso que não sou feliz, claro. Só que aprendi que sou péssima nas previsões para meu próprio futuro.
No entanto, se eu fosse dormir hoje e acordasse amanhã com 30 anos (bem De Repente 30), tenho mais ou menos a ideia do cenário que gostaria de encontrar. Aos 30, queria estar namorando sério e morando com alguém. Não casada, ao menos que eu tivesse certeza que encontrei o homem da minha vida, alma gêmea e companheiro de existência. Teria superado meu complexo de sair à noite, e toda sexta-feira me encontraria com velhas amigas de colégio e faculdade. Teria um carro para os compromissos e uma bicicleta para os finais de semana. Além disso, trabalharia muito como psicóloga criminal, porque conseguiria me especializar da maneira que sonho em fazer, e seria uma referência da área dentro do Brasil. Também seria uma escritora de romances, só que sob um pseudônimo, porque não seria tão respeitada na minha profissão se eu falasse de amor e desilusão em livros adolescentes. Teria minha própria casa, viajaria todo ano de férias, seria mais calma, mais feliz e mais boba - de um jeito bom. Algumas coisas não dariam certo, porque a gente precisa de uma tristeza pequenininha para lembrar como é bom ser feliz, mas não seria nada que me derrubaria por semanas. E eu seria realizada de muitas formas.
Acho difícil que as coisas aconteçam dessa maneira, pelo simples fato de que tudo muda o tempo todo. Meus sonhos vão mudar, minhas decisões me levarão para outros caminhos, o destino ajudará para isso. Mas esse é meu sonho agora, e ele me ajuda à ir em frente: e isso já é muito válido.
- Pauta do TDB.
Este é o futuro. Alguém se interessa pelo passado? Espere e verá, HOHO.
EX NO MUSEU
Quem não tem aquela dificuldade de esquecer o passado de uma vez e seguir em frente, que atire a primeira pedra. Sempre dizemos "isso é uma história antiga, estou pronto para outra!", mas ao ver o dito cujo vindo em sua direção na rua, vamos para o outro lado o mais rápido possível. Ou então arrumamos o cabelo, ajeitamos a roupa, adquirimos o olhar de sou sexy sem você e cumprimentamos cordialmente com um balanço de cabeça. Todo mundo já fez ou fará isso um dia. A verdade é que o melhor remédio para esquecer ex-amores é o tempo. Só ele dá a racionalidade necessária para repensar a situação com a mentalidade de que aquilo foi ótimo para o crescimento emocional, mas já acabou. Enquanto o tempo não passa, existem alguns paliativos úteis para o período de tentação e/ou sofrimento. Primeiramente, repensar a situação tentando ser o mais sincero possível. A relação foi boa e existe chance de voltar? É só uma briga que foi levada longe demais? Se for, o melhor a fazer é criar estratégias para reconquistar, enquanto espera a poeira abaixar. No entanto, se a resposta for não, mude o foco de sua visão do nós para o eu. Cuide-se, se arrume para conhecer pessoas (mesmo que não esteja preparado para isso), seja aberto à oportunidades. Não queira controlar a vida do ex, isso é uma armadilha. Crie uma ideia sobre o tal, ainda que falsa: ele não o cara perfeito para você, você é a melhor coisa que já aconteceu à ele, portanto ele sofrerá eternamente por isso... Claro que não é preciso comprar um bonequinho de vodu e alfinetes, ou espalhar boatos que ele é gay. A ideia falsa é para você se conformar com a ausência. Também evite atitudes infantis, como virar a cara quando o ver, sair correndo dando risadinhas ou algo do gênero quinta série. Como quase tudo na vida, esse processo exige maturidade.
Existem outras tantas coisas a se fazer para superar um ex - depende muito de quem passa por isso. No entanto, uma coisa é certa: alguma hora você irá rir disso, se não acumular mágoas durante o processo de esquecimento. Quando menos se espera, o ex estará no museu, catalogado e etiquetado; e talvez você estará tentando levar um novo-antigo amor para lá também...
- Pauta do TDB.
Difícil fazer uma pauta como essa quando você não tem um ex. Tenho alguns ex-amores platônicos (que não contam) e um outro tipo de ex que não serve nem como contagem. Mas acho até que me virei, o que mostra que eu tenho alma de jornalista, e posso escrever sobre qualquer coisa...
NOT. Por que acham que eu desisti de jornalismo? Eu não sei escrever sobre qualquer coisa. Queria ter alma de jornalista, como a Mia (do Diário da Princesa, sim). Só que eu só tenho alma de escritora (não uma muito boa, verdade), e sendo assim, tenho crises criativas e só escrevo sobre o que não gosto quando tenho um insight, tipo agora. Enfim. E, aliás, respondi a maioria dos comentários atrasados. Juro (se é que meu juramento vale algo) que tentarei não deixar acumular daquele jeito de novo. É muito cansativo depois. :/
PITCHO!

Depois do BBB7, onde eu chorei pelo suposto amor do Alemão pela Siri, para, mais tarde, me decepcionar por ele ser um babaca e ela não saber falar direito (até hoje!), prometi para mim mesma que não me envolveria mais com reality shows. Ao menos não a ponto de acompanhar todos os dias, torcer mesmo ou coisas do gênero. Iria ter uma relação saudável, como por exemplo ligar a TV, ver Troca de Esposas passando e então assistir, pensando: "oh, que legal!". Só isso. Isso funcionou, até, é claro, o fatídico dia onde vi Maximiliano Porto e Francine Piaia com uma roupa de gêmeos siameses. Neste exato momento, meu acordo antigo não fez mais sentido, e eu só não digo amor à primeira vista porque já tinha visto a carinha deles antes, embora não estivesse prestando atenção.
Quando, naquele mesmo dia, Pedro Bial disse que eles podiam tirar a roupa do castigo do monstro, comentando que "incesto é crime em todos os lugares", meus olhos devem ter brilhado. Achei que já pela aparência eles combinavam; aos poucos fui entendendo que essa relação era bem mais profunda e os dois eram muito mais parecidos do que eu era capaz de imaginar. Max, com sua frieza, sua postura de jogador, suas atitudes ambiguas se transformava em um cara doce e engraçado perto dela. Fran, louca (e quem disse que isso é ruim?), carinhosa, engraçada, mostrava o lado mais amoroso perto dele, ao mesmo tempo que escancarava os defeitos. Ambos tiveram falhas graves que me fizeram inúmeras vezes prometer que nunca mais assistiria o BBB - e, já no segundo seguinte, comemorava uma palavra gentil que tivesse aparecido entre eles. Lembro, especialmente, de quando eles "terminaram", durante o castigo do monstro que ele impôs à ela. Eu e minha companheira favorita de reality show (te amo, tá? <3) ficamos discutindo por horas a atitude deles, ela defendendo que a Fran estava certa enquanto eu defendia que o Max já deveria estar cansado daquilo tudo. Dormi com a ideia que, durante a festa eles conversariam e se entenderiam. Nem sei explicar a decepção que tive ao abrir o site do BBB e ler que eles terminaram. Achei até curioso o modo que me afetou, como se fosse comigo, enquanto desejava desesperadamente conversar nem que fosse por um minuto com os dois. Também não sei explicar a alegria do dia seguinte, o jeitinho dela de se aproximar e fazer as pazes. "Você quer que eu deite aí?" "Não." "Você vai me empurrar da cama se eu deitar?" "Não..." "Então tá. *deita na cama*".
No entanto, todas as brigas e crises de ciúme não se comparam com a alegria que Maxine trouxe. Só de ouvir "benhê!", vindo de qualquer um dos dois, já me fazia sorrir. Sorri ainda mais quando, ainda no começo, descobri que fui publicada na Capricho que tem a reportagem de capa sobre o Max (beijomeligabenhê!). As conversas da madrugada, o edredom neurótico enquanto todos os outros queriam dormir, o acordo de que ele namoraria com ela se ela se comportasse, e então o pedido de namoro ao vivo (a pergunta dele, "você me aceita?", quando na verdade era ela que deveria perguntar isso), os tantos "pitcho!" ou as conversas sobre o buchinho do amor, a promessa dela de que malharia e nunca mais brigaria se ele não saísse, a reação dele durante o paredão dela (parecia que ele ia desmaiar, no fim do discurso do Bial), as tantas edições com If I Were A Boy ao fundo, e quando eles brigaram (e voltaram), minha edição favorita, com João e Maria... Enfim. Poderia ficar relembrando indefinidamente tudo que senti, vi ou passei enquanto acompanhava a vida dos dois dentro do BBB. Agora, chegando ao final, percebo que sentirei uma falta absurda deles. E, mesmo que não dê certo lá fora, que eu descubra que eles não são tão perfeitos quanto acho que são, já valeu a pena por esse pequeno tempo de alegria.
Maxine. <3
PS. Aliás, minha quote favorita do BBB9 não teve nada a ver com Maxine. Tudo porque eu ainda dou risada quando lembro da Maíra dizendo (ainda no "cômodo de vidro" com o André) que estava de calcinha, e o Emanuel perguntando: "Calcinha? Pequenininha? *fazendo o gesto com os dedos*". HAHA. O Mano era muito legal.
AOS MESTRES, COM CARINHO
Respeito os professores por considerá-los minhas figuras de autoridade essenciais. Não perco a calma mesmo quando acho que eles estão errados, e sempre tive muito carinho pela maioria dos que passaram pela minha vida. Sou daquelas que perde os amigos, mas defende os professores que gosta. No entanto, já acompanhei discussões alteradas nas salas de aula. Já vi professores saírem chorando graças à algo que um aluno mal-educado disse. Inclusive acompanhei, na primeira carteira, uma professora surtar e arremessar um apagador em uma aluna que forçou todos os limites óbvios de respeito. É claro que, quem está à frente de uma sala de aula é tão humano quanto os que estão sentados nas carteiras, prestando (ou não) atenção. Só que, do mesmo modo que respeitamos quem está em um alto posto de uma empresa, devemos respeitar quem detém o conhecimento e o transfere para outros. Quando há injustiça, é certo pedir seus direitos - não batendo, ameaçando ou provocando, mas com maturidade, procurando quem realmente pode ajudar. Mas não se pode tirar de mente, nem por um segundo sequer, que independente dos tantos defeitos que os professores possam ter, eles merecem ao menos respeito e cuidado.
- Pauta da Capricho.
UOL filho-da-mãe. Me desesperei por um momento achando que tinha ferrado com o GG. Que bom que não. (E isso me dá mais tempo pra votar para a Ana chorona sair hoje.)
MY AMERICAN GIRL

Elliot Reid. Favor reparar no crachá.
Quem é meu heroi, afinal? Tenho tantas respostas clichês, até descobrir, no meio delas, uma na qual eu nunca havia dado tanto valor assim. É sobre essa escolha que me refiro agora. Meu heroi é uma heroína, e não é real. Foi moldada para ser uma personagem de um seriado da TV, e como tal, me ajudou a entender muito do que eu não era capaz de entender sozinha. Quem assiste Scrubs sabe muito bem quem é Elliot Reid, e me espelhei nela por muito tempo (e, até hoje, penso de vez em quando nos seus atos).
Explico: Elliot foi criada em uma família rica e disfuncional. A mãe dela traia o pai com o jardineiro, com o motorista, com quem ia limpar a piscina... Ela cresceu cheia de traumas estranhos e sem a capacidade de manter relacionamentos. Entrou no Sacred Heart como a residente competitiva e ao mesmo tempo apagada por não ser tão bonita e por aceitar de cabeça baixa muito do que lhe era dito. Era um desastre ambulante com seus amores, e errou feio mesmo com aqueles que possivelmente a entenderiam. Não confiava em ninguém e muito menos tinha auto-confiança, e sempre se colocava como a vítima, a problemática, a traumatizada. Só que um dia, ela se cansou daquilo tudo. Depois de uma "terapia" individual (que incluiu rasgar um bichinho de pelúcia, cortar o cabelo e usar uma roupa sexy), ela virou outra pessoa. Ou quase. Elliot Reid continou sendo ela mesma, só que aprendeu a gostar de si mesma. Seu passado não desapareceu, continuava sendo um desastre amoroso, ainda tinha manias estranhas, ainda duvidava um pouco de si. Mas finalmente havia aprendido a se gostar, e isso abriu as portas para ter uma confiança maior com quem estava perto dela, com seu trabalho, com a vida...
Sim, ela é uma personagem. Mas me deparei com o maravilhoso episódio de estréia da terceira temporada (que dá nome ao post) em um momento difícil. Não sabia como lidar com o passado, não gostava de quem era no presente, não tinha o que esperar para o futuro. A Elliot foi minha terapeuta, minha injeção de auto-estima, minha mudança e o meu motivo para rasgar um bichinho de pelúcia. Não houve mudanças imediatas, naturalmente: estamos na vida real, não na TV. Passaram-se dois anos para que eu pudesse pensar: "agora gosto de mim e posso confiar no que está à minha volta". Só que não houve dia que eu não pensasse no fatídico episódio de Scrubs, e que eu finalmente seria a american girl.
- Pauta para o TDB.
Coincidência (ou não), um episódio de Scrubs começou agora. Saudade de ter tempo ocioso e especialmente vontade para parar na frente da TV e assistir um dos meus seriados-amores. Hoje em dia só vejo reprises de Two And A Half Men, Friends e episódios "inéditos" de As Primeiras 48 Horas (melhor que CSI, com casos de verdade e corpos de verdade, embora sem GSR). E olhe lá.