
TENSÃO AO CUBO
Antes de ter a oportunidade de passar pela tsunami mensal de hormônios, achava que TPM era desculpa para brigar e fazer as pazes depois. "Desculpa, amor, era TPM", e só. Demorei um pouquinho para perceber que isso realmente altera o humor, que realmente enlouquece todo mundo em volta e pobres homens que convivem com mulheres enlouquecidas. A primeira coisa que aparece é a vontade de comer qualquer coisa que contenha açúcar. Certa vez, desesperada por não achar leite condensado, chocolate, biscoitos de qualquer tipo, e nem ao menos achocolatado, peguei uma colher de açúcar puro, e degustei como se fosse o melhor doce do mundo. Tive que suportar o enjoo que surgiu pouco tempo depois, mas na hora valeu a pena. Depois disso, vem a pior parte, que é a alteração súbita de humor. Acho que o mundo me odeia, que nada tem solução, e qualquer pessoa que esteja próxima vira alvo de reclamação. Meia palavra errada, opa, quero ver você repetir isso com a minha mão na sua cara! Coisa assim. Tento me controlar, e certas vezes até sei que é TPM, e já aviso que se eu me alterar um pouquinho a culpa não é minha, são os meus hormônios. Admito que fico com um pouco de pena, mas só compreendo que fui realmente injusta depois que esse período termina. Daí peço desculpas e digo que isso não vai se repetir - pelo menos não até a próxima TPM.
- Pauta do TDB.
Vou estudar a matéria enorme de História das Idéias Psicológicas e Neuroanatomia. Enfim. Só digo algo: se o Max sair, eu não entendo mais nada! Sério mesmo. :/ (Se alguém falar mal de Maxine nos comentários apanha, tô avisando.)
ULTRA-PASSADO
Hoje, por conta da curiosidade que surgiu durante uma conversa sobre uma (ex?) amiga, entrei no Google e coloquei meu nome completo no campo de busca. Nos primeiros resultados, nenhuma surpresa. O GG foi o primeiro, seguido do site do TDB, e dos resultados dos vestibulares do ano passado (descobri que, além do próprio site da UFPR, a UOL e a Gazeta do Povo também divulgam a lista dos aprovados). Só que acabei me deparando com certas surpresas extremamente singulares. Primeiramente, um fotolog e um blog que publicaram meus textos que saíram na revista. Dou nota máxima para eles pelo fato de terem dado o devido crédito, fiquei super orgulhosa, enfim. Já me acostumei com a ótima sensação de ser publicada no site/revista, mas tenho a impressão que para por aí, sabe? Como se as pessoas lessem e fim da história. Ver que realmente há pessoas que leem e gostam o suficiente para comentar em seus espaços pessoais (sem me falar nada!) é bem gratificante.
Agora, o que me esperava em seguida era uma enorme surpresa, que não deveria ser tão grande assim. Tenho livre acesso à internet desde os 12, 13 anos. São, pelo menos, cinco anos de história espalhada no universo virtual. Nesses tantos anos, perdi a conta de quantos blogs*, fotologs, emails e outras formas de comunicação criei. A maioria deles foi excluído no caminho, só que uma pequena quantidade foi simplesmente abandonada, e algum tempo depois eu já não lembrava a senha ou o email cadastrado, e não tive como excluir. Ou então simplesmente esqueci, por tantos motivos. Enfim. Minha surpresa foi reencontrar um blog e um fotolog dos meus 14 anos, quando estava passando pela típica crise adolescente de achar que o mundo me odeia, quando agora tenho 18 anos, sou ajuizada e estou na faculdade para tentar entender o que acontece com esses adolescentes insanos (e não só com eles).
Curioso, mesmo, é que ao mesmo tempo que parece que esses quatro anos significam mudanças radicais, lendo meus antigos posts (infelizmente não tem muitos lá. Nunca fui muito boa para manter blogs, admito.) descubro a resposta de várias perguntas que ainda me faço sobre minha personalidade. Acho, inclusive, que apesar de algumas siglas (por exemplo, viva a preguiça de escrever por que/porque), ou palavras estranhas (amoro? É o marido da amora or what?), eu escrevia de modo mais compreensível do que escrevo agora. Até mais bonito, na verdade. Descobri, por exemplo, que eu sempre adorei ficar offline no MSN. Que eu nunca consegui simplesmente manter uma amizade com um homem sem pensar pelo menos uma vezinha em como seria ficar com ele (embora, depois de começar a namorar, eu tenha parado com isso). Que eu costumava ser mais estressadinha e sincera. Que também já fui mais grata pelas atitudes, e ficava feliz com o mínimo. Que eu tinha um bocado de amigos (como que isso foi afunilando com o passar do tempo, bem que eu queria saber). Que eu agia mais por impulso. E que eu tinha uma certa fascinação por psicopatas, que sem dúvida se transformou... Bem, na fascinação pela ciência forense em geral, especialmente a parte psicológica dela.
Encontrar com o passado, ultra-mega-passado, e ao mesmo tempo tão atual está me fazendo refletir um bocado. Acredite ou não, aquele blog significa muito mais do que parece, pelo menos para mim. Enfim. Quem quiser se arriscar a ler o cotidiano de uma pirralha, com vários nomes (fiquei abismada em como eu era cara de pau de escrever os nomes mesmo. Eu deveria imaginar que ninguém iria entrar lá. Só não tinha pensado que alguma hora eu iria ser um pouco mais conhecida. Pelo menos eu não escrevi com todas as letras "gosto de fulaninho", haha.), é só entrar aqui: http://eternal.zip.net/.
* Pra quem acha que o Galway Girl é minha primeira experiência no mundo blogueiro, engano! Descobri os blogs mais ou menos na mesma época que descobri o MSN, portanto, faz tempo. A diferença é que, enquanto muita gente tem dois, três blogs que duraram anos, eu tive muitos (20? 30? Mais?) que duravam pouco tempo. O único que se manteve por mais tempo (inclusive mais do que o GG, por enquanto) foi um chamado Arwen & Aragorn Forever, hospedado no extinto Weblogger. É, eu sei que é besta, desculpa se eu estava apaixonada por Senhor dos Anéis. :D
I'LL BE THERE FOR YOU
A mente é um filtro, mas acho curioso como guardo certas recordações com uma clareza quase excessiva. Não fazia frio, naquele dia, mas eu estava em uma época em que as descobertas faziam minhas mãos ficarem frias. Durante todo o teatrinho (besta), fiquei dividindo a atenção entre as fofocas que vinham tanto do banco de trás quanto do meu lado direito ("tá vendo aquele cara, ele fica me olhando mas se agarra com a namorada agora...") e entre todos os movimentos vindos do lado esquerdo. Planejei por um momento um modo para estar mais perto, até que com um frio no estômago pensei no que conversaríamos, afinal, e desisti dessa vontade. Assisti o teatro resignada e ansiosa pelo próximo passo que certamente viria. Veio no pátio escuro, olhadas de esguela, uma observação surgindo sutil no consciente - ele era tímido, eu sou tímida, estamos ferrados e acabou-se os sonhos que eu já tinha. Sim, secretamente eu sonhava sobre como ele seria, o que eu aprenderia do lado dele, e as outras tantas aventuras que me envergonham agora. No escuro, ele me pareceu desinteressado, e foi no momento de ausência que eu resolvi que, bem, se não há interesse, não custa jogar um charme à toa, para testar minha capacidade de atração. Fui para a sala (quase) decidida a parecer superior, esquecendo da prova importantíssima da manhã seguinte e da outra fonte de tormento que brincou com meus sentimentos como massa de modelar - embora, é, eu soubesse muito bem onde estava pisando. Respirei fundo, lembrei das técnicas de linguagem corporal, coloquei no rosto um sorriso misterioso e fui. Fui, figura de linguagem: na verdade estava parada o tempo todo, mas meus olhos não abandonavam por mais de um minuto o que ele fazia. Ele se mexia, eu ficava na mesma posição que ele, nem que aquilo custasse um pouquinho de sofrimento (tenho certa hiperatividade corporal, não consigo parar por longos momentos em uma única pose). O seguia de modo quase cronometrado, quando vi a sombra de um sorriso nos lábios dele: consciente ou não, ele percebeu o que eu fazia, e gostava disso. Meu coração estava literalmente aos pulos quando entendi a situação, e eu ria daquele modo reservado de quem percebe que a atitude está funcionando. Só que, saindo de lá, senti que meu ânimo esfriava, porque subitamente ele voltou à posição de frio e desinteressado. Quando se despediu, tive certeza de que aquele esforço de conhecer alguém novo tinha sido em vão. No entanto, minha cota de surpresas ainda não estava completa, ao descobrir que ele havia dito que tinha adorado me conhecer. Pedi, então, que passasse meu número, Orkut, qualquer coisa, e assim eu poderia conversar (e de preferência, preparar assuntos por ele ser tão completamente diferente de mim).
Menos de um mês mais tarde, quase derreti ao ler que ele havia pensado em me buscar no cursinho até o último minuto, mas não havia tomado coragem para tal. Nunca entendi o que mudou naqueles dias de frieza de minha parte. De certa maneira, eu havia desistido, por achar seriamente que nossas diferenças eram intransponíveis. Ele me parecia tão diferente de qualquer outro cara que eu já tivesse conhecido, e, o mais assustador, parecia não haver nenhum assunto em comum. Apesar dos receios... Estava ali, surtando por uma mensagem, e sugerindo que ele não ficasse só pensando, mas que fosse de verdade. Foi mesmo. E quando saí da última aula (totalmente perdida por causa dos longos devaneios sobre o que me esperava), e o vi parado do lado do poste em frente à porta, senti o medo desaparecendo por completo. Tudo iria acontecer, mas sem pressa, e se ele estava ali, tinha sido nos meus termos (mesmo que eles tenham sido péssimos termos). De certa forma, a situação estava no meu controle, e não havia motivo para a pressa - claro que teria sido bom se eu tivesse agido naturalmente, e não como se estivesse à beira de um colapso nervoso, mas não pude evitar. Também agi um pouquinho como louca, mas isso era para ele perceber o que o esperava nos próximos capítulos.
O tempo passou rápido, desde então. A aliança na mão direita conquistou seu lugar, enquanto eu aprendia que falar em um relacionamento também era uma coisa boa. Não sei como ele vivia com o silêncio dos primeiros meses, porque embora a mente estivesse à mil, a boca estava quase parando. Foi preciso um pouco de tempo para perder a vergonha da conversa, embora a confiança existisse instintivamente desde o começo. Até que, surpresa, com uma Cindy mais falante, descobri um namorado muito mais próximo e parecido do que eu poderia imaginar. Entendi que a frieza do começo não era sinal de falta de interesse (o que eu teria percebido sozinha, caso pensasse no mês que se passou após o primeiro "encontro"), que nossos gostos e opiniões, embora divergentes em alguns pontos, são iguais em muitos outros, que algumas coisas, certas vezes, parecem ser negativas mas não são. Descobri nele o que eu sempre quis, mesmo sem pronunciar, que nem a música da Alanis Morrissete: you're my best friend, best friend with benefits. Ele, que originalmente ocupou, e muito bem, a posição de namorado (com todas as suas nuances), ocupou com o tempo a posição sempre vaga de melhor amigo - porque é para ele que eu corro quando acho que está tudo desmoronando, e sei que ele vai estar lá, nem que seja para me consolar de um choro sem motivo. (Creio que agora passou pela mente dele - e pela da minha mãe - o choro desesperado depois da primeira fase da UFPR. Certo, certo, podem tirar sarro o quanto quiserem...) E, porque nem tudo são trevas, também está lá quando tenho notícias boas, idéias geniais ou quando simplesmente sou publicada em algum lugar; e, se você trocar a minha posição pela dele, posso praticamente garantir que as afirmativas continuam verdadeiras.
Um ano inteiro se passou desde o meu "sim" na frente da portaria, e muita coisa aconteceu desde então. O cotidiano normal de um relacionamento, com seu lado bom e ruim (por vezes misturado), descobertas, decepções, mudanças, sucessos e fracassos. Completamos um ano em um momento um pouco melhor, no estudo, na intimidade e nas surpresas, e talvez um pouco pior em alguns outros aspectos. Mas é assim que funciona, e 365 dias depois, isto tudo é apenas um pequeno pedaço da nossa história, totalmente resumida e esquecida em diversos pontos. (Se eu fizer um livro da minha vida, algum dia, creio que só esse pequeno espaço de tempo já ocuparia uns dez capítulos, no mínimo.)
And I'll be there for you. :)
Te amo, Adriano. <3
SE NÃO FAZ MAL À NINGUÉM...
Sempre escondi meus amores platônicos porque não queria que eles virassem fofoca, e especialmente parassem no ouvido de quem estava diretamente envolvido. Claro, isso é loucura minha. Só que nunca entendi o motivo de esconder amores de verdade. Entendo que, de vez em quando, existem motivos válidos para tal: seu atual é ex de uma amiga, você acabou de sair de um relacionamento e não quer destruir totalmente os sentimentos do antigo namorado, algum familiar pode descobrir (e é melhor que isso não aconteça). Só que esses motivos são válidos por um tempo limitado. Não vou dizer que os relacionamentos também se sustentam por causa da convivência do casal com o resto do mundo, mas quem diz que isso não é importante está mentindo. É ótimo poder sair na rua de mãos dadas, ir em compromissos acompanhada e não se preocupar em como aquilo está sendo interpretado, até mesmo deixar um "namorando" no Orkut (certo, esse último não é tão importante assim, mas foi capaz de me deixar maravilhada por dias). E, especialmente: se há alguma vontade de que o relacionamento dure, esconder não é a melhor opção. Até porque esconder por tempo demais se mostra ineficaz e até um pouquinho patético - que o diga os tantos casais famosos, que insistem na fórmula "estamos só nos conhecendo", mas em compensação fazem tudo tão juntos que não há dúvida nenhuma que existe mais do que amizade.
- Pauta do TDB.
Tomar banho, dormir, acordar de madrugada, correr pro Politécnico. E tenho uma lista enorme de coisas à fazer aqui e fora, e sinto que fico rodeando e rodeando, e não consigo fazer nada. :#
NEM ESTOU AQUI
Já que é pra abrir o jogo, então vamos lá. Para certas queridas amigas, queria dizer que nem tudo se resume ao umbigo de vocês. Sou uma fofa (e muito modesta também), e gosto de ajudar, mas não abusem! Eu também tenho problemas, e certas vezes fico rodeando, precisando de alguém, e não tenho. Isso não é pra todas, claro. Tem várias que gostam de abrir os braços e me deixar desabafar também. Só que outras precisavam abrir os olhinhos e ver o que está acontecendo ao redor, dica! Para algumas pessoas que mal conheço, mas já demonstraram que não merecem meu respeito, queria dizer que ser cool não significa nada. Ler o livro que jamais será moda, ver o filme alternativo, ouvir a banda mais cool dos últimos tempos (da última semana), e falar sobre isso para todos, desprezando automaticamente os demais, de gostos diferentes, só demonstra a falta de conteúdo. Gostar do que "citei" por gostar mesmo, eu compreendo. Só que não suporto aqueles que acham que o gosto deles é mais importante, ou que assistir, ouvir ou ler alguma coisa que saia dos padrões criados (por eles mesmos) é demonstrar nossa falta de nível. Sim, eu gosto de BBB, assistia A Feia Mais Bela e fui no show do RBD, e te pergunto: e daí? Agora, fato: se isso fosse mesmo anônimo, e eu pudesse falar o que quisesse sem ser reconhecida, desabafaria muito mais. Mas já que não adianta dizer que não sou eu, ou que não estou aqui, já fica esses dois tópicos, menos vergonhosos mas surpreendentemente irritantes, em meu ponto de vista.
- Pauta da Capricho.
Na verdade essa pauta tinha mais um pedaço, mas resolvi suprimir, levando em conta certas coisas que estão fora do alcance. Enfim. E o trote de psicologia da UFPR é o melhor de todos - não estou falando só porque me pediram, ok. É fato, estou amando a faculdade (e não estou nem a uma semana nela), e toda vez que vou para lá, fico nervosa e um tanto emocionadinha. É tão incrivelmente bom fazer o que eu quero, apesar das coisas ruins, e tudo o mais. *-*