
IF I WERE A BOY
Se eu fosse homem por um dia, um só que fosse, aproveitaria para desvendar hábitos masculinos que tanto me intrigam. Alguns, certo, não são intrigantes mas são interessantes: como por exemplo, em um belo dia de calor, andar sem camiseta e não cometer nenhum atentado ao pudor. Ou ir ao banheiro masculino (ah, curiosidade louca que tenho e nunca pude superar) e não precisar sentar, o que é mais higiênico, pensando bem. Agora, os fatos intrigantes: qual é o lado bom de não ser nada discreto em relação à atração? Olhar para os atributos femininos sem importar se isso é agradável ou não, e não raro, comentar qualquer coisa que deveria ter sido guardada dentro da mente. Pode ser que existam mulheres que gostem disso, mas sempre pareceu muito ofensivo para mim (tanto sozinha quanto acompanhada). Ou qual é a graça de ser o "macho", indelicado e briguento ao menor sinal. Ainda mais: se os sentidos ficam realmente confusos de modo que se alguém estiver à beira das lágrimas na minha frente eu não perceba, e não ache o pote de margarina na geladeira (sendo que é o único item da prateleira!). Claro que não sou cega, e sei que as mulheres são bem mais confusas do que os homens, graças aos sentimentos que nos guiam muito mais do que a racionalidade. Só que "ai essas curiosidades masculinas"...
- Pauta da Capricho.
O benhê foi estúpido, nem gostei. Esse é o problema de amor de BBB, traumo até a exaustão por um casal, acho tudo lindo... Até chegar as brigas.
Repetindo o Flávio, "ô história chata, vira o disco...".
DOIS CARNAVAIS
Embora Carnaval seja sinônimo de folga para assistir TV o dia inteiro (ao menos para mim), houveram dois que eu jamais esqueci. Eu ainda era criança, no primeiro, e toda a família decidiu ir para a praia. Nunca havíamos viajado juntos, e planejei durante um mês inteiro o que levaria para lá. Demorou tanto para chegar o dia, e de repente já estavamos voltando. Apesar da rapidez, existem muitas lembranças daquele momento raro que não esqueço até hoje: os quartos com um certo cheiro de brisa do mar, as caminhadas que fazíamos até a praia, meu pai me carregando até as ondas que batiam no meu pescoço (jamais tive coragem de fazer isso de novo), meu cachorro - na época, com apenas alguns meses - correndo pela casa e então, por causa do calor e por um pouco de chantagem também, se recusando à comer no pratinho dele e só aceitando comida na boca... A rede que caía sempre que alguém sentava nela (embora eu tenha conseguido escapar da queda pela maior parte do tempo que ficamos lá), a sorveteria que tinha um sabor todo especial, a coleção enorme de conchas do mar (quase uma sacola cheia), aquela concha fechada que um dia encontramos, para depois abrir e matar o bicho que tinha dentro afogado no tanque, o desfile que um dia passou na frente da casa, pessoas com máscaras, pulando e se divertindo. Se eu tivesse uma máquina do tempo, era para aquele Carnaval que eu voltaria.
O segundo já envolve um pouco de reflexão. Com 16 anos, havia começado o último ano do colégio e agora aproveitava a folga depois de apenas uma semana de aula. Eu estava loira e tinha idéias grandiosas do que seria aquele ano, comprometida com o ideal de que tudo seria diferente e bom. Em um dos dias de Carnaval, resolvi que era hora de colocar no papel todos os meus sonhos, aproveitando o fato de somente eu e minha mãe estarmos em casa, e minha liberdade ser maior. Andei pela cidade vazia utilizando um chapéu de cowboy, aproveitando o sol e a caixa de chocolates (em teoria não combina, mas na prática funcionou), para depois escrever tudo que queria. Mais tarde, assisti os desfiles do RJ, pulando do sofá na hora da minha Imperatriz Leopoldinense, pensando como seria bom estar em um evento daqueles. Embora não pareça grande coisa, aquele Carnaval é um dos que mais me marcou, talvez pela sensação, talvez pelo momento.
- Pauta do TDB.
Benhêê! <3
DE NOVELA
Nunca conheci alguém que tenha se apaixonado por um primo. Eu, inclusive, nunca tive nenhum sentimento diferente por eles. Não só por causa da idade, mas porque eles fazem parte da família - difícil separar uma coisa da outra. Claro que o amor não é muito racional, e não vê idade, aparência ou parentesco. No entanto, se eu fosse a apaixonada e o meu objeto de afeição fosse meu primo, eu pensaria muitas vezes sobre o fato, e possivelmente desistiria. O choque entre a própria família é grande, capaz de complicar relações entre tios e avós, e, fato principal, existem muitos homens no mundo. Por que a minha alma gêmea precisa ser exatamente aquele que tem o mesmo sobrenome que eu, ou, se não, a mesma árvore genealógica? Posso estar sendo um pouco insensível com a situação, mas, para mim, amores entre primos deveriam ser coisa de novela, e só.
- Pauta do TDB.
Nem ia fazer, considerando que meus três primos são velhos e nada atraentes em nenhum sentido. Só que me prometi fazer todas as pautas, mesmo que elas saíssem ruins... Aí está um bom exemplo. :D
Hoje tem evento, de novo. Estou empolgada e com sono, mas principalmente empolgada - sol, Jardim Botânico, Twilight e quem sabe hoje eu experimente o Magnum de chocolate belga que me deixa babando na propaganda toda vez. Quando eu voltar, layout novo, responder comentários e continuar meu projeto secreto. Hoho. (ando tendo muitos projetos secretos atualmente, sério.)
RITO DE PASSAGEM

Um pré-trote da UFPR: banho de lama no dia do resultado.
Desde quando comecei a me empenhar de verdade para entrar em uma faculdade, o fantasma do trote me rodeia. Sou um pouco medrosa, e todas as histórias de anos anteriores de calouros machucados, humilhados e, por vezes, mortos em algum acidente me assustavam. Então, quando vi meu nome na lista de aprovados da UFPR, não pude deixar de pensar no que aconteceria na dita "semana do calouro". O trote é um rito de passagem, e embora eu não goste de me submeter à situações vergonhosas, sempre me lembro o que um veterano (de muitas faculdades) me contou um dia: depois do trote, você está de fato integrado na faculdade, com os veteranos e com seus próprios colegas. Tem limite para tal, claro. As histórias desse ano estão assustadoras, tanto que esse tema voltou à mídia com força total. E, por incrível que pareça, não estou mais com medo do que pode acontecer na primeira semana: seja porque eu vi fotos do trote do ano passado, e não parecia nada absurdo - até divertido, na verdade. Ou porque nós também participaremos do Trote Solidário, algo já esclarecido no nosso "manual de calouro". Ou então por um comentário feito por um veterano do meu curso: não fazemos nada que nos tire do nosso estado natural. É para ser assim mesmo: um rito de passagem, um pouco de vergonha, diversão e planejamento para o que faremos com os calouros quando for a nossa vez. E nada, nada de violência.
- Pauta do TDB.
Corre para a banca, estou na Capricho. Edição 1064, a capa do (OMFG <3) Maximiliano, a pauta dos fakes. Em geral eu não faço propaganda tão descaradamente assim, mas eu fiquei tão feliz de ter saído bem nessa revista. Seriously. *-*
SEMPRE VÁLIDO
Um site de relacionamentos somente para lésbicas? Uma boa idéia. Tanto homossexuais quanto héteros tem espaço em redes comuns, como o Orkut. Não acho que há realmente um preconceito tão explícito assim (pelo menos agora, onde você define o nível de informações que podem ser divulgadas). No entanto, no Leskut, o ambiente já é propício para conhecer quem tem a mesma preferência sexual. É uma boa iniciativa, mas deixando claro, para quem sabe que é lésbica, ou ao menos que tem certa curiosidade (real) e sabe que não irá se ofender com seja lá o que aconteça lá. Para as amizades, melhor utilizar redes menos restritas do que essa.
Admito que rola uma certa curiosidade para saber o que acontece lá dentro. Eu, com minha preferência sexual definida, sinto que seria como espiar no buraco da fechadura. Mas, apesar disso, vou controlar a vontade da "espiadinha": deixo o Leskut para quem realmente se identifica com ele.
- Pauta para o TDB.
Dormi a tarde inteira, então (realmente) estou sem disposição para bons comentários. Mas foi um ótimo final de semana. :)
FURA-OLHO PLATÔNICO
Vamos admitir: minha história amorosa real é minúscula. Um casinho de semanas, um namoro de quase um ano, e fim. Só que minha lista de amores platônicos é enorme, e, em geral, as histórias não envolveram somente suspiros, sonhos e olhares perdidos, mas muitas "amigas" fazendo a questão de destruir meu conto de fadas. Vou dizer: só porque era amor platônico, não é motivo para doer menos a traição. Possivelmente o outro lado tenha uma história diferente. O que eu sei é que o drama era sempre o mesmo.
Normalmente, havia aquele garoto. O garoto quieto, tímido, em geral rotulado como nerd. Eu, sempre observadora, de repente percebia a existência dele. Via suas atitudes delicadas, ou o modo de rir, ou o olhar perdido. Quando percebia, já sonhava acordada com as possibilidades. Um dia, ele se viraria para mim, procurando talvez uma confirmação que havia chance. Eu estaria lá, com essa confirmação. Ele me levaria para a escada (no caso do colégio, não posso pensar em lugar melhor), e me beijaria apaixonadamente. Então, virariamos o casal da turma, e tudo seria perfeito. Em geral, guardava para mim todos os devaneios por um longo período, e só falava sobre eles em uma conversa banal, para rir do passado. Só que quando o devaneio era forte e a paixão verdadeira, sentia a necessidade de desabafar com alguém. Então, criava um problema novo. A amiga, depois de horas de desabafo e odes à perfeição do sujeito, começava a perceber perfeitamente o que eu sentia. Olhava para o inocente garoto já vendo o sorriso lindo que eu havia demorado tanto para perceber. E se interessava. Como elas eram muito mais avançadas nesse sentido (leia-se, suas bocas já haviam passeado um pouco pela população masculina do colégio), deixavam claras as intenções, e isso atraia o meu amor já-não-tão-perfeito para a possibilidade de uns beijos escondidos. Enquanto isso, eu ficava lá, minha boca intocada e todos os meus dramas de "jamais serei feliz de novo" ou "ele era meu amor verdadeiro". Alguns meses depois, descobria outro nerd, e os devaneios voltavam, para terem o mesmo fim.
Não brinco - isso aconteceu muitas vezes. Alguma parte dessa equação era trocada, certas vezes: ele virava meu amigo, não queria nada com minha amiga fura-olho, ou o que fosse. Só que havia a tentativa. Demorei muito tempo para perceber isso, e guardar toda a aura de perfeição para mim mesma, contando o que fosse realmente necessário ("estou apaixonada por fulaninho e hoje ele me olhou por mais de três segundos"). Só que isso não me impediu de acabar, de novo, com o olho furado, dessa vez com certa maldade, durante o último ano do colégio. Dessa vez desisti dos amores platônicos, porque me davam excessiva dor de cabeça, e resolvi que era hora de ter amores verdadeiros. Felizmente, ninguém quis furar meu olho nessa.
- Pauta do TDB.
Enorme, mas não pude me controlar. História difícil de explicar, vou admitir. Que bom que cansei do mundo das idéias, ou de qualquer coisa relacionada à Platão. E, yes, continuo no Tudo de Blog. Fato alheio é que sinto mudanças vindo por aí, embora possa ser meio cedo para falar delas. Não sei explicar, mas que vai ocorrer, vai. HAHA. *-*