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SAPOS, DOS GRANDES

Desde bem pequena, tenho grande dificuldade de falar o que sinto. Uma mágoa ali, uma palavra atravessada lá, e tudo se acumulando tanto na mente quanto no corpo, já que a comida se transformou em válvula de escape. Entendi que engolir sapos demais significa explodir depois, normalmente com as pessoas e intensidade erradas. A custa de muitas brigas e tristeza, entendi quais sapos que devem ser engolidos e quais não devem passar nem um minuto conosco. Em geral, quando estamos de mal humor, todos os comentários parecem atravessados. Nessas horas é preciso pensar muito bem se vale a pena comprar a briga, e relevar alguns comentários que, talvez posteriormente repensados, possivelmente nem soarão como ofensa absurda. O mesmo vale na convivência com quem se estressa fácil, já que essas pessoas falam muito e normalmente se arrependem. Brigar só torna tudo mais difícil. Creio que são os únicos sapos que merecem ser engolidos, em nome da paz. Todas as outras situações precisam passar pelo filtro pessoal, então: tem quem aguente mais ou menos, se ofenda ou não com certas palavras. É preciso conhecer a si mesmo muito bem para entender o que não magoa de verdade. Só que, admito, sou extremamente passiva. E engolir sapos no café, no almoço e no jantar não light ou saudável. Saber o que não vale ser relevado é uma coisa, e outra completamente diferente é agir para a mudar isto. Ao menos, para mim.

- Pauta da Capricho.

Meu Gmail está um porre, e eu, morrendo de sono. Nada do listão ainda, e um monte de conhecidos estão tentando o TDB, então nem sei mais o que estou pensando sobre isso. Só espero. Independentemente de qualquer coisa, o Galway Girl continua, sure. Acho que consegui pegar amor ao blog, coisa que não acontecia... Bom, não deve ter acontecido nunca. Mas ainda quero meu domínio: quem sabe esse ano eu consiga riscar esse item da lista de desejos (e já está lá à quatro anos).

{ Dica: dangermagnet.net está disponível. Alguém cria, registra, paga e me ensina tudo? Tá, esquece a parte do ensina tudo, mas eu realmente aprenderia se tivesse o domain. Então eu podia fazer umas fanlistings que estão faltando, além de blog e portfólio. Hm! }

Mas se me desmantelo ao acaso
Logo me refaço ao sabor do vento que sopra a favor
8 e 80 por ruas estreitas do pensamento
De todo bom jogador
   
                                  

12h07 AM

ARREPENDIMENTO

Lá pela altura dos 13 anos, achava lindo quando alguém escrevia no (então já ultrapassado) caderno de confidências que só se arrependia do que não tinha feito. Lia e lia a resposta, procurando significados ocultos, uma maneira de ser igual. Sim, já com 13 eu tinha uma longa lista de arrependimentos, que iam desde ter ido em certa festa à ter espalhado certas fofocas. E não entendia, pelo menos não muito bem, qual era o problema de se arrepender por algo que não aconteceu. Digo, hello!, se nada aconteceu, ninguém saiu magoado e fim de história. A mentalidade pré-adolescente não era capaz de compreender todas as nuances dessa espécie de arrependimento.

Cinco anos depois, percebo que compreendi (sofrendo e sofrendo um pouco mais) que se arrepender por momentos não ocorridos é terrível. Claro que tem vezes que desejo, e muito, ter uma máquina do tempo e freiar certas decisões. Então penso que, se não fosse por elas, independente se erradas ou doloridas, eu não estaria exatamente onde estou agora - talvez não exatamente radiante, porque eu não sou um raio de sol, mas feliz e procurando todas as luzes possíveis para sair de todos os túneis que me incomodam. Mas o que fazer com aquilo que eu não fiz por falta de coragem? Se eu tivesse feito o que queria, talvez estivesse mais feliz agora. Ou pensaria bem menos no que poderia ter sido, para remoer o que foi. Nessa lista cabe de tudo: aquela amizade que eu gostaria de ter tido, aquele amor pela qual eu deveria ter lutado, aquele adeus que deveria ter sido dado, aquela carta que deveria ter sido escrita, aquela palavra que realmente deveria ter sido dita, e por um milhão de motivos banais, não foi. As pessoas vão e os sentimentos ficam, ao invés das lembranças. Então, de vez em quando, frágil e ressentida, uma lembrança grita bem alto, lembrando tudo o que eu senti e não demonstrei. Acho que eu encontro na minha escrita esse refúgio: quando a lembrança insiste em ser lembrada, uso mil palavras e metáforas para descrevê-la, maquiando tão bem que esconde toda a humanidade que antes existia ali. E, como a deixo irreconhecível, ela volta. Descobri que só esqueço mesmo quando deixo muitas das metáforas de lado, e falo, sem medo de interpretação, a verdade. Então as lembranças barulhentas entram na categoria de "desnecessárias", e pouco tempo depois, nem me lembro mais porque aquilo me incomodava tanto.

Tudo isso para?... Talvez dizer que tentarei ser mais sincera. Que quando um daqueles pensamentos sobre aquele domingo de dois anos atrás voltarem, irei escrever sobre eles sem medo. Agora chega. Já me arrependi demais com muita coisa desnecessária, e guardar para mim isso tudo é só criar um novo ressentimento. De fato.

(Claro que tenho uma lista enorme de não-arrependimentos também. Dos mais recentes? Não me arrependo de não ter me preparado para o vestibular de 2007, e não ter passado por culpa de duas questões. O tempo foi necessário para achar meu caminho. Não me arrependo do "sim" do dia 12/03/2008. Não me arrependo de ter jogado fora dois meses inteiros ano passado, quando deveria estar estudando como se não houvesse amanhã. Não mesmo! E não ando me arrependendo do que tenho falado, também, por mais que certas vezes eu seja meio cruel, ou meio maluca.)

E... amanhã, amanhã. *-*

11h12 PM

DEZ MOMENTOS (2)

05. Denny & Izzie, 5x01 - Grey's Anatomy @ Youtube
Depois que Denny Duquette morreu no final da segunda temporada, e teve uma pequena volta como fantasma na temporada seguinte, tive certeza que nunca mais veria o melhor paciente que já apareceu no Seattle Grace. Grande ilusão. Quase tive um surto quando vi a cena do sonho da Izz, já no começo da quinta temporada, e mal acreditei quando criaram uma volta para ele. Pena que todo mundo rejeitou. É tão lindo.
Izzie: See? I told you I'll show you my dress.
Denny: Will be better in a bride.

04. Joey & Pacey, 6x23 - Dawson's Creek @ Youtube
Não é segredo que PJer foi meu primeiro amor televisivo, e venero praticamente todas as cenas dos dois juntos. Só que nenhuma cena teve um impacto tão grande quanto essa, do final da série. É possível ver claramente que o Pacey jamais esqueceu a Joey, tendo como cenário o Ice House e como trilha sonora uma música perfeita (If - Dragmatic). O Dawson, é claro, é o grande chato que atrapalha a cena. Mas o um minuto e meio do meu casal favorito já é um grande momento.
Joey: Good to see you.
Pacey: It has been way too long, Jo.

03. Grissom & Sara, 9x10 - CSI: Crime Scene Investigation @ Youtube
Embora não tenha sido por um longo tempo declarado, GSR era um dos casais mais românticos de todos os tempos. Realmente partiu meu coração quando a Sara foi embora, deixando o Grissom tão magoado quanto todos os fãs. Ela voltou por uns episódios, uma esperança, e depois foi embora novamente. Dessa vez, quem partiu foi o Grissom, para (surpresa!) ir atrás dela. CSI ficou sem meus dois criminalistas favoritos, mas pelo menos eles tiveram um final bonito.

02. Edward & Bella, capítulo final - Breaking Dawn
A única parte de toda a saga que realmente me fez chorar. Ou, em outras palavras, o final perfeito de toda essa história que deveria render muitos e muitos livros. Ou pelo menos mais quatro, todos na visão do Edward (Midnight Sun é viciante e consegue em vários termos ser melhor que Twilight). Claro que eu não preferia muito que acabasse do modo que acabou, mas enfim, deve ser o modo certo e eu sou uma implicante. E é absolutamente lindo quando a Bella consegue que o Edward leia os pensamentos dela.
Algumas das memórias não estavam claras - memórias turvas de humana, vendo através de olhos fracos, e ouvindo através de ouvidos fracos: a primeira vez que eu vi seu rosto... O modo como eu me senti quando ele me abraçou na clareira... O som da voz dele em meio à escuridão da minha vacilante consciência quando ele me salvou de James... Seu rosto enquanto ele esperava sob um teto de flores para se casar comigo...

01. Harry, capítulo 34 - Harry Potter e as Relíquias da Morte
Esse foi o capítulo que me fez apreciar imensamente o último livro, a ponto de se tornar o favorito, desbancando o Prisioneiro de Azkaban que liderava à anos. Porque eu jamais esperaria que Harry Potter, o protagonista chato, fosse ver no último momento meus personagens favoritos (que curiosamente morreram por causa dele): Sirius, Remus, James e Lily. Os marotos, pela última vez. Nem digo o quanto chorei quando li, senão serei humilhada alguma hora com essa informação. Mas foi bastante! :)
Não eram fantasmas nem propriamente corpos, isto ele via. Lembravam mais o Riddle que escapara do diário, havia tanto tempo, e aquele fora uma lembrança quase sólida. Menos substancial do que corpos viventes, mas muito mais do que fantasmas, eles vieram ao seu encontro e em cada rosto havia o mesmo sorriso amoroso.

11h02 AM

DEZ MOMENTOS (1)

É bem possível que, embora eu tenha me restringido em dois livros, três seriados e um filme, eu escreva spoilers. Muitos spoilers. Não briguem comigo se descobrirem algo aqui que gostariam de não ter descoberto. :)

10. Don't Write Me Off - Letra e Música @ Youtube
Sim, é um filme clichê e o final dele não escapa do final de noventa e nove porcento das comédias românticas. Só que todas as vezes que eu ouço essa música, fico surpresa! Primeiro, porque a letra resume toda a história entre o Alex (Hugh Grant) e a Sophie (Drew Barrymore). Depois, porque a cena é toda perfeitinha. É daquelas coisas para ficar querendo que alguém faça para você algum dia.
But you've given me a reason to take another chance. Now I need you, despite the fact that you've killed all my plants.

09. Izzie & George, 4x10 - Grey's Anatomy @ Youtube
Não vi o episódio inteiro, só essa parte. Foi o suficiente. Primeiro uma das melhores falas da Izz, "I will never be Christina", e o George falando exatamente o que ela precisava ouvir. Depois, uma breve discussão sobre o fim do relacionamento deles. Tão simples, e devo dizer, tão lindo. E depois, os dois dançando no meio das loucas bêbadas. É a melhor cena Gizzie, de longe.
Izzie: So, we're saying maybe someday?
George: Yeah. Yeah. We're sayin' maybe someday.

08. Jacob & Bella, capítulo 26 - Eclipse
Não que eu seja exatamente do team Jacob. Só que nessa hora, por pena, por amor ao cachorro, ou por seja lá o que for, quis muito que a Bella escolhesse o Jake. Nem que por umas semanas. A maioria das pessoas (que amam o Edward tão incondicionalmente como eu) acha esse capítulo um dos piores da série. Eu, pelo contrário, sofri e ainda sofro quando leio isso. Fato.
- A pior parte - eu hesitei, depois deixei que as palavras saíssem num jorro de verdade. - O pior é que eu vi a coisa toda... toda a nossa vida. E eu queria desesperadamente, Jake, queria tudo aquilo. Queria ficar bem aqui e jamais me mudar. Queria amar você e fazê-lo feliz. Eu não posso, e isso me mata. É como Sam e Emily, Jake... Eu nunca tive alternativa. Sempre soube que nada mudaria. Talvez por isso andei brigando tanto com você.

07. Edward & Bella, capítulo 20 - Eclipse
Primeiro, toda vez que leio esse capítulo surto e percebo como eu e Isabella Swan somos parecidas. Chega até a ser levemente constrangedor. Depois, além dos beijos e todo o resto, o Edward finalmente a pede em casamento. Esta é outra parte perfeita que gosto de ler centenas de vezes, embora nesse momento, a Bella não faça o que eu faria. Eu seria totalmente romântica e piegas se a cena acontecesse comigo.
Eu o fitei nos olhos, tentando decifrar a emoção que ardia por baixo da superfície. Ele me olhou, e a falsa despreocupação de repente escapou. Ele estava radiante - a cara de anjo brilhando de alegria e vitória. Ele estava tão glorioso que me tirou o fôlego.

06. Sirius, capítulo 35 - Harry Potter e a Ordem da Fênix
Uma das poucas passagens em um livro onde consigo chorar lendo mesmo hoje. Sirius atravessando o véu (e afinal, que bendito véu é esse? A série acabou e ninguém explicou.). Também não acreditei que ele tinha morrido, e fiquei esperando a volta dele nos livros seguintes. Aparentemente ele só morreu para poder ser lembrado em todos as oportunidades. Nem discuto: tia JK cheira pó-de-flu e fica viajando.
Harry viu a expressão de medo e surpresa no rosto devastado e outrora bonito do seu padrinho quando ele atravessou o arco e desapareceu além do véu, que esvoaçou por um momento como se soprado por um vento forte, depois retomou a posição inicial.

(continua!)

08h12 PM

FAKE, MAS NEM TANTO

Quando os fakes começaram a ser moda, também quis ter o meu. Depois de inúmeras tentativas, dezenas de fotos manipuladas no Photoshop e horas de conversa, desisti. Porém, até hoje adoro acompanhar o micro-cosmo dos fakes. No momento em que a foto utilizada no perfil é de um famoso, as pessoas normalmente colocam uma máscara muito mais alegre e exótica do que é a realidade. Todo mundo é feliz e engraçado nas conversas, as piadas são diferentes; e quando acontece algo errado, as brigas tomam uma proporção gigantesca. Ninguém se conhece, mesmo, então não há problema ser muito mais sincero e maldoso. Os amores, também, são um outro caso: mais intensos, por terem o ar de fantasia. Quem não quer um namorado cuja foto é a do Robert Pattinson? Não acho isso errado; só que às vezes o fake toma uma proporção muito maior da que deveria. Quantas pessoas se afetam de verdade com o que ocorre virtualmente? Ninguém tem um perfeito desprendimento para lidar com as relações travadas no fake. Certas vezes, isso é bom: amizades de verdade são construídas, e já vi alguns amores também passarem do plano da fantasia para a realidade. Mas já vi muitos também sofrerem por brigas e decepções, paixões platônicas e confusões. O fake é um modo complexo de criar novas relações, e tudo depende da maneira que se lida com ele.

- Pauta para a Capricho.

Minha fake (de mais sucesso) era da Dulce María e se chamava Cherry Pie. Certas vezes eu sinto falta dela, fato, mas não falta o suficiente para ressucitá-la. :D Aliás, estou assistindo os preparativos pra posse do Obama. E será que só sou eu que tenho pena do George Bush pai? (ok, o cara era malvado que nem o filho, mas estou com peninha dele nesse momento)

02h28 PM

RECEITA PARA A POPULARIDADE

Seis anos. Foi o tempo que gastei tentando descobrir qual era a fórmula mágica para alcançar a popularidade. Fui de um colégio pequeno para um enorme, famoso e cheio de escalas sociais. Haviam os populares, os conhecidos e os excluidos. Quando descobri isso, e percebi que a vida de quem era extremamente conhecido era mais fácil e divertida (aparentemente), desejei poder ser um deles. Para isso, fiz de tudo. Inflei alguns egos, suportei quem não gostava, espalhei fofocas, parei de me preocupar com notas para não ser tachada de CDF... Criei uma máscara perfeita. Um dia, percebi que havia alcançado o topo entre um grupo. Então percebi: a que preço? Nunca podia ser eu mesma, enquanto sorria e ignorava meus defeitos e os dos outros. Cansei, então. Popularidade é legal, mas cobra caro para quem não tem o dom de ser visto o tempo todo. Relaxei e passei meu último ano do colégio como uma conhecida, entre um pequeno círculo de amigos verdadeiros, sem dissimular nada. E quer saber? Nunca fui tão feliz, tanto que desejo sempre poder voltar no tempo e viver tudo de novo.

- Pauta do TDB.

Ainda na espera do listão temido, a última espera desse mês. O evento é no final de semana e estou percebendo que sou perigosa com todos os spoilers - é melhor eu me cuidar ou vou apanhar lá. :D E como pode, todo mundo gosta de Twilight agora. Nem vou me irritar, sou campeã de me tornar fã momentos antes de virar modinha. Fiquei realmente feliz descobrindo que uma garota que estudava comigo no Expoente também passou em psicologia (certo, isso é um fato à toa, mas fiquei feliz, vou ter uma amiga lá dentro, acho. HAHA). E o grande fato, claro. Hoje é aniversário do meu namorado. Já dei os parabéns por todos os lugares que podia imaginar, mas acrescento mais um (PARABÉNS BABY <3) e que agora nós voltamos a ter quatro anos de diferença. Hum. :)

12h12 AM

INSPIRAÇÃO: ZERO

Só que estou com vontade de escrever, então preciso fazer isso. Começo por onde? Primeiro, já consegui me habituar com a notícia que estudo (melhor, estudarei) na Universidade Federal do Paraná (escrevendo uma vez o nome inteiro só porque deu vontade). É lindo o fato de eu ter passado, e todo o ano que eu me esforcei valeu imensamente a pena, mas acho que agora já me acostumei com a idéia e a notícia tomou ares de normalidade. Não estou dizendo que isso é ruim não, que eu desanimei, bem de longe! Amo aquela universidade e sempre amei, só que eu não podia passar os próximos cinco anos berrando que estudo na UFPR. Portanto, estou feliz, serei uma psicóloga extremamente satisfeita e durante essas férias vou terminar meu livro de introdução à Freud, Lacan e mais um bocado de psicólogos famosos. Falando em férias, descobri que as aulas começam dia 02/03, o que significa que eu tenho um mês e meio para aproveitar como nunca esse período de calmaria. Sem me desesperar, portanto, para que as aulas comecem logo, afinal de contas 2008 levou meus neurônios ao limite, e eles precisam de descanso, antes de começarem a absorver novos conhecimentos.

Depois, ando ansiosa para semana que vem! Dá um certo medo de conhecer novas pessoas, especialmente com uma pessoa notoriamente tímida como eu, mas sei que isso vai fazer muito bem para mim. Fico contando os dias para o 24/01, fato. Também quero que sábado chegue, para poder pegar meu Eclipse (coisa linda da Cindy, oun). Estou meio ansiosa pelo livro, mesmo já tendo lido ele duas vezes. Mesmo tendo Amor nos Tempos do Cólera para ler aqui (é do conhecimento geral que eu quase bati na menina para pegar o livro. Ou quase geral.), e mesmo sem nem ter acabado os contos do Rubem Fonseca - apesar que isto eu acabo hoje. Um fato levemente ligado com minha ansiedade para conhecer fãs curitibanos de Twilight é a saudade terrível que estou tenho do jazz. Sério. Infelizmente eu não vou poder voltar para a turma do ano passado, e segundo opiniões (na verdade, uma única opinião e a minha consciência), devo fazer algum exercício que emagreça e defina minhas formas. Portanto, algo chato como Fit-Pilates, Spinning ou Power Circuit (ando mais inclinada ao último). Vou sofrer um pouco; dançar é uma das coisas que eu mais gosto de fazer, e jazz era tão perfeito, trabalhando com minha auto-estima, sensualidade e delicadeza - embora me falte muito ainda dessa última. Adorava todos os pés esticados, piruetas e posições absurdas que eu normalmente aprendia a fazer depois de duas aulas e muitos hematomas. Sentirei muita, muita falta.

Em terceiro, ou seria quarto lugar?, está o comportamento anti-social que adquiri nesses dois dias. Não digo que adquiri, melhor dizer que ele apareceu e daqui a pouco some. Talvez amanhã eu já queira ficar horas no MSN. Ou responda as pessoas com mais empolgação, não me limitando a dizer somente o que me perguntaram. Verdade é que sou uma pessoa que necessita da solidão, pelo menos um pouco, ou exijo demais de mim mesma e viro uma chata. Não quero ser chata com quem não merece, então estou precisando do momento anti-social, pelo menos hoje. Talvez um pouquinho amanhã. O quinto lugar é que ando decepcionada com algumas pessoas, com certas atitudes e pensamentos mesquinhos que pensei que não iria chegar a conhecer. O julgamento está afetado pela crise, também, mas não é ela que está fazendo uma pessoa agir do jeito que está agindo, DICA. Não que importe muito, ela nem lê isso aqui.

Por fim, o sexto lugar. Como assim A Favorita termina essa semana? OMG. :~ O que vou fazer sem minha mãe falando todo dia "cuidado com as costas, a Flora está chegando!". Ou então, traçar o perfil psicológico da louca psicopata traumatizada desde a infância. Certo, respondam, "vá ler um livro ou ver um filme", mas nem... Faz tempo que uma novela não prende minha atenção desse jeito, e a nova novela parece ser tão chata. Blé. :/

PS. Também espero o listão do TDB com um medo razoável, e o aniversário do meu namorado é semana que vem (existem fatos que envolvem esse último fato, pues). Também estou re-viciando em Grey's Anatomy, graças ao Denny - e porque eu vi o promo na Sony, e fiquei tão "WOW" que quero assistir a quinta temporada. Tem True Blood também, que certo, parece Twilight em um milhão de aspectos, mas estou torcendo para conseguir assistir. Acho que esses são os últimos detalhes desse começo de ano. :)

09h33 PM

SEXY OU VULGAR

Sensual é uma atitude que não ofende. Vulgar, por sua vez, afasta. A linha entre os dois é tão tênue e pessoal que é difícil colocá-la em palavras; uma vez que, o que é vulgar para mim, de repente é aceito pelo outro. Portanto, em minha concepção, sensualidade é simplicidade – seja no comportamento, no estilo ou em o que for. É evitar as malícias e todas as conversas de duplo sentido (ao menos que se tenha intimidade, e bastante, para tal), ou decidir entre aquela blusa com decote em “V” ou a minissaia. Também é ter uma atitude que seja transparente, e intenções discretas. Vulgaridade é o exagero, portanto. É quem pretende ser o centro das atenções utilizando um vestido curto com batom vermelho, que não se importa com o que diz, jogando indiretas para quem quiser ouvir, ou sendo indiscreto com suas vontades (afinal, todos as têm, a questão é como demonstrá-las). Seria a delicadeza, a elegância, ser sexy exatamente pela naturalidade, em contraposição com o exagero, as malícias, a sensualidade forçada até os limites óbvios. Em um exemplo, seria a diferença entre a Angelina Jolie e a Mulher Melancia. Algo exatamente assim.

- Pauta da Capricho. :)

Pauta feita após ameaças físicas vindas da Ana. :D Agora, que ficou parecendo minha redação sobre a crise financeira e a indústria automobilística, ficou... (HAHA*)

Ah, sim, e dez meses hoje (embora pareça tão mais!). Omg. <3

02h27 PM

AMOR A LA MEXICANA

Talvez as pessoas nunca mais me vejam da mesma maneira depois de admitir isso. Certo, todo mundo já fez coisas vergonhosas na vida, mas chega ao nível de simpatia contar que, quando tinha 12 anos, achava um máximo dançar axé para a escola toda, vestida com um micro top. Só que eu tinha de 15 pra 16 anos quando adquiri a mania vergonhosa. No meio da minha fase latina, entre RBD, Thalia e Jaime Camil, todos os dias eu dançava usando meu sofá de acompanhante. Explico: naquela época, um sofá ficava em cima do outro, e acontecia que a altura dos dois juntos era a altura perfeita para poder fazer de conta que havia alguém na minha frente. Então me segurava no meio do sofá, colocava uma cumbia* e imaginava em minha frente um mexicano gato, ótimo dançarino e que adoraria minhas performances. Tenho a vantagem de que emagreci e fortaleci bastante o braço com todas as subidas e descidas. Também tenho a desvantagem que, até hoje, meus vizinhos devem me achar uma insana (afinal, nunca me dei ao trabalho de fechar a janela). Além disso, quando eu não estava com vontade de me cansar, colocava o CD ao vivo do RBD e fingia que era a Maite. Meu pobre controle da TV à cabo jamais foi o mesmo, depois de usá-lo como microfone tantas vezes. Detalhe que, por vezes, passar o CD inteiro uma vez só não bastava - ainda tinha o extra, cantar de novo a música que fez mais sucesso. Sucesso mental, óbvio...

* Cumbia: estilo musical criado na Colômbia, bem difundida no México. Não tem como explicar o ritmo, mas se você ver isso aqui, vai compreender porque eu me empolgava tanto. Ou não.

- Pauta para o TDB.

Está parecendo quando eu descobri que estava no TDB ano passado - realmente não sei o que dizer. Vamos ao fato, então: sim, passei na UFPR. :) Tem uma parte de mim que ainda não acredita que consegui (possivelmente porque passei um ano inteiro querendo tanto, estudando, surtando e tudo o mais), e a outra que já vai construindo a nova realidade, como colocar o site de Psicologia da UFPR na minha página inicial, pegar meus horários, conhecer os veteranos e coisas assim. Só que é um fato, só vou compreender perfeitamente isso quando fizer minha matrícula, dia 29. Aí sim, será o começo de uma nova fase, para os próximos cinco anos.

(TÔTÃOFELIZ, OMG<3)

11h21 AM

FÉRIAS + SOFÁ

Diferentemente de quase todo mundo (ao que parece), minhas férias são sempre passadas em casa. Portanto, sempre quero de volta minhas férias mais recentes. Se acha que programas caseiros são sinônimo de tédio, acredite, é bem diferente: é muito bom ficar em casa vendo a lista de filmes que anotei durante o ano, passar tardes devorando livros de romance, ficar fuçando a vida alheia no Orkut sem ter hora para parar, conversar horas no MSN... E como só ficar enclausurada em casa não tem graça, também saio para ir na biblioteca, aproveitando a viagem para observar os divertidos cidadãos curitibanos. Andar pelas ruas do Centro sem precisar correr para casa é uma das melhores coisas para se fazer em uma cidade grande.

- Pauta para o TDB.

Saldo desses últimos dias: bolsa no ProUni (na faculdade particular mais incrivelmente foda dessa cidade. Ok, parei. :D), o que significa que nesse ano vocês me verão em uma faculdade, de qualquer maneira. Fato é que estou esperando o resultado da minha Federal (minha, do Adri, da Ana, da Gi, da Carol, da Andri, e de mais todo mundo que já estuda lá. HAHA.), que sai na sexta, e nem vou precisar da bolsa - espero! :x Sim, minha preferência sempre será a UFPR, por um milhão de motivos: o principal porque sou apaixonada por aquele lugar e não consigo evitar isso. Hm, também tem o lançamento de Eclipse semana que vem, e o evento na semana seguinte. Estou altamente desesperada para conhecer as pessoas da comunidade, fato! Tem outras tantas coisas, mas vou ficar escrevendo para sempre aqui. :)

11h43 PM

AQUELE DOS PRIMEIROS DIAS DO ANO

Primeiro as simpatias legais, feitas por uma pessoa já meio alterada com o efeito da bebida (eu). Comi lentilha feliz, e já é possível imaginar o estado mental com esse fato. Nossas passagens de ano são sempre bastante íntimas, e divertidas ainda assim. Então, fui dormir com idéias malucas à uma da manhã, morrendo de calor, e sabendo que ia ter que acordar cedo. Acordei ainda mais cedo que meu despertador, a cabeça protestando dolorosamente, e assim me arrastei para fora, comi e fui tomar banho. Depois disso, meu ânimo já estava atingindo um estado interessante, feliz o bastante para almoçar na casa do namorado e ficar lá tranquila (apesar da dor de cabeça). Voltei, um desenho Robsten, distração e um pouco de fome e cansaço, e quando vi já era tarde e eu deveria estar dormindo.

Deveria, pois bem. Porque havia uma coceira estranha incomodando o ato de descansar. Só quando tive a idéia de olhar para ver o que era (e eu culpando meu cachorro e suas pulgas) é que percebi que tínhamos um problema. Ou melhor, eu tinha um probleminha. Alergia, à seja lá o que for. Uns minutinhos de pânico (controlado, afinal de contas estava só incomodando, e não me matando), e então estava a caminho do hospital no primeiro dia do ano. Eu só rindo, pensando na ironia. O hospital vazio (ou quase), e o resultado disso foi uma bela picada dolorida em um lugar que não vou especificar qual, e outra no braço, remédio na veia e pela primeira vez na minha vida, fiquei com a agulha espetada no braço. Sensação altamente desagradável que não desejo repetir, obrigada. Era exatamente meia-noite quando saímos de lá, eu segurando o braço como uma sobrevivente de guerra, e só devaneando sobre o que significa parar no hospital no primeiro dia de 2009. Não cheguei à nenhuma conclusão interessante; se alguém tiver uma, aceito sugestões.

(A idéia mais esperta de todas é que nesse ano estarei muito Bella Swan. Só que essa não é uma alternativa que aceito por completo, sabe.)

De volta em casa, onde finalmente dormi e acordei pensando se aquilo não era imaginação. Naturalmente não era, eu tinha um curativo no braço. Então comecei o dia mais inútil desse ano - e o ano só tem três dias, por enquanto. Dormi assistindo o making off de O Iluminado (mas acordei para ver o Jack Ni-qualquer-coisa escovando os dentes, Kubrick sendo malvado, etc), dormi durante o jornal, vi um pouco de A Favorita (olá, vício inútil!), dormi de novo. Acordei hoje suficientemente tarde, como se não dormisse à dias. Resultado de tudo é que hoje estou com aquela sensação esquisita de estar fora de mim. Já fiz de tudo, tomei um banho demorado, joguei Super Mário, e nada, continuo com a mesma sensação. Foi uma boa idéia não ter ido ver Crepúsculo de novo, ou eu nem ia prestar atenção. Queria que estivesse tarde o suficiente para dormir, se quer saber, mas como não está, ficarei escrevendo. Estar além de mim mesma só é útil nas minhas histórias loucas, fato.

(E fico aqui na contagem. Dia 5, ProUni. Na mesma semana, ou no máximo, dia 12, UFPR. Será que um pouco desse devaneio louco não é medo? Porque eu fiquei pensando nisso um bocado, ontem. Sabe, totalmente inevitável. :~) (Último comentário: como eu me decepciono fácil com certas pessoas. Ou melhor, não vou jogar uma culpa para mim que não é minha. Como certas pessoas são fúteis. É isso mesmo. :B)

05h27 PM