01/11/2009 a 30/11/2009
01/10/2009 a 31/10/2009
01/09/2009 a 30/09/2009
01/08/2009 a 31/08/2009
01/07/2009 a 31/07/2009
01/06/2009 a 30/06/2009
01/05/2009 a 31/05/2009
01/04/2009 a 30/04/2009
01/03/2009 a 31/03/2009
01/02/2009 a 28/02/2009
01/01/2009 a 31/01/2009
01/12/2008 a 31/12/2008
01/11/2008 a 30/11/2008
01/10/2008 a 31/10/2008
01/09/2008 a 30/09/2008
01/08/2008 a 31/08/2008
01/07/2008 a 31/07/2008
01/06/2008 a 30/06/2008
01/05/2008 a 31/05/2008
01/04/2008 a 30/04/2008
01/03/2008 a 31/03/2008
01/02/2008 a 29/02/2008
01/01/2008 a 31/01/2008


TENTAR

Quis conhecer o mundo, mas não tinha como sair de casa. Então pegou um atlas e montanhas de revistas. Procurou e arquivou tudo, e se sentiu realizada ao ver o quanto tinha aprendido desde então. Se fechasse os olhos, podia se imaginar na frente dos tantos monumentos maravilhosos que só via por fotos. Quando tudo ia mal, se transportava para um lugar melhor. Sonhou com o dia em que estaria respirando o mesmo ar que todas aquelas pessoas diferentes. Se viu caminhando na Fundidora de Monterrey, indo em uma Starbucks de New York, sentando em um píer de Willmington, pulando de pára-quedas em Wellington, se maravilhando com a torre Eiffel em Paris, pegando o metrô em Londres, bebendo nos pubs da Irlanda.

Quis ser alguém para alguém. Se preparou e se abriu para conhecer todas as pessoas que podia; conseguiu de fato muitas delas. Mas aprendeu que existem assuntos que não dependem de uma única vontade. No meio de um turbilhão quis voltar à ser sozinha; mas depois que se entende como é, ignorar não é uma saída. Então procurou um modo de escape do que não estava funcionando, como uma atriz em um seriado prestes à ser cancelado, e se lançou de novo à confusão. Aprendeu que amor é uma coisa um pouco mais complicada do que tinha passado até aquele segundo, e que os relacionamentos são simples cópias. Milhares passaram pela mesma situação e milhares passarão até o mundo que conhecermos acabar sendo engolido pelo Sol. Aprendeu então que esse pensamento é desanimador, mas que quando tudo funciona vale a pena ser mais um simples clichê.

Quis voltar a escrever. Para sua surpresa, foi mais simples do que imaginava. E mais ainda, se surpreendeu ao entender que outras pessoas também valorizavam tudo que escrevia, e que não estava simplesmente jogando palavras ao vazio, como sentia antes. Começou a considerar a escrita como um modo diferente de profissão. Muito bem, quem sabe, veremos. Mas ficou feliz resolvendo problemas com suas palavras que antes não pareciam servir para muita coisa, e vendo que o tempo a fazia evoluir ainda mais.

Quis tantas outras coisas; não conseguiu todas. Mas percebeu que fazer o possível é mais do que simplesmente dar um passo. Fazer o possível é literalmente explorar todas as possilidades antes de desisitir. Exatamente por isso não desiste de nada - sempre acha que ainda, mesmo no meio da bagunça, existe uma possibilidade. É só uma questão de procurar.

(e o Johnny me mata com seus cabelos bagunçados; juro que só me inspirei de verdade para um novo layout depois de vê-lo todo lindo no Red Carpet do Academy Awards. *----*)

06h47 PM

AS COISAS COMO SÃO

Certas frases nascem da necessidade da sinceridade. Outras, na falsidade das opiniões. Algumas, no desespero de uma causa, com o excesso da palavra "você" e pausas para as lágrimas que insistem na nostalgia de dias passados. Passei por todos os estados ao voltar a escrever, e nesse momento sinto que juntar palavras em orações é uma extensão de quem sou, assim como a dança ou todos os livros que tenho lido, sem parar. São as três coisas que manterei no momento glorioso que virar uma vestibulanda, a partir do dia 03; junto com CSI Las Vegas, porque ele estimula minha mente. Mas não é bem essa a questão. A questão é que tenho me deparado com situações contraditórias, mesmo com minha vida se encaminhando do jeito que deveria. E são situações tão contraditórias que fazem minha barriga doer; sou incapaz de não ter longos ataques de riso ao ver isso tudo acontecendo.

Eu creio que quando pessoas normais olham para mim, não me acham exatamente burra. Claro que não tenho um 'CDF' escrito na testa e esse não é o ponto em que quero chegar. Mas no meio de todos aqueles meus autismos (que ao vivo ficam evidenciados), não posso crer que alguém realmente pense que eu sou incapaz de perceber certas situações acontecendo. Ano passado já paguei pela minha curiosidade mais de uma vez, e sempre um preço suficientemente alto. Mas mesmo quem não me conhece percebe que acabo entrando na categoria (mental, não existe nada na CID, ou existe?) de 'crazy stalker'. Não posso deixar passar nada. Desde pequena eu observava demais as pessoas; sempre achei que o erro do ser humano é falar mais do que escutar, e em escutar não digo só o ato de usar seu ouvido para entender as sonorizações que outra pessoa faz. Escutar alguém é literalmente observar, e o mais importante, ouvir o que não está sendo dito. É o que falta naquela ou nessa frase, são aqueles sentimentos que foram engolidos de volta, ou que (para pessoas mais organizadas) acabam parando no filtro mental, antes mesmo de passar para as cordas vocais. É entender tudo mesmo, literalmente. Então não posso simplesmente ignorar, fazer de conta que 'tudo bem' significa 'tudo bem' mesmo, ou que 'não é hora' quer dizer exatamente que não é hora para isso ou aquilo. Claro que isso me deixa maluca, claro que muitas vezes eu pago ao descobrir coisas que não deveria, mas eu não posso simplesmente parar. Se tem algo que me faz ser eu mesma, é isso.

Então eu fico chocada ao descobrir que existem pessoas que de fato acreditam que eu não sou capaz de ver o que acontece, ou de confiar somente em palavras. Não confio em nada do que não vejo, tirando obviamente aquelas três pequenas exceções. Sendo sincera, são duas só, no resto eu não posso acreditar. Mas às vezes sou uma idiota que comete longos e terríveis erros; e mesmo rindo, mesmo não levando a sério, naquele momento eu gostaria de ter tido um momento Meredith pré-tequila¹, não só concordado e 'ah, cool'. A descoberta me traz uma passividade errada; ao invés de aproveitar para perguntar tudo, afinal o pior já descobri mesmo, eu fico naquele silêncio morto de quem tem mil questões e é incapaz de dizer uma. Não faz diferença na minha vida, e apesar de tão recente já é um passado. Mas é minha história, e ia virar o capítulo mais bonito do meu livro se de repente não tivesse sido estragado por alguém sem nenhuma consideração ou maturidade. Maravilha.

(nunca conheci um 'crazy stalker' como eu, só stalkers normais. Começo a pensar que eles não existem.)

¹ Porque antes da tequila é que a Meredith solta suas pérolas. Ela só fica McDrunk pra superar as McTruths. Será que já comentei que eu sou a Meredith? Fato.

02h32 PM

23 POSITIONS IN ONE NIGHT STAND

Não acho que sexo precisa de amor. Pronto, falei. Acho que sexo pode ser encarado de dois jeitos: o romântico, o que a maioria das garotas sonha para a primeira vez, aquela extensão natural de um amor que já existe; e o instintivo, aquele da onde a vontade vem do nada e acaba acontecendo. Tanto homens quanto mulheres sentem os dois, mas é claro que para uma sociedade arcaica e machista (como a nossa), somente o homem pode sentir o segundo. Na verdade, melhor mesmo é que ele SÓ queira o sexo instintivo, e assim possa seguir o objetivo da natureza de fazê-lo procriar com o maior número de fêmeas da sua espécie. As mulheres, criaturas frágeis e confusas, que fiquem sofrendo por amores mal resolvidos, especialmente amores que terminaram depois de alguma experiência sexual.

Mas eu penso (e falo para quem resolve se consultar com meu lado sexóloga) que mesmo que a sociedade diga com todas as letras que mulheres são destinadas à querer o sexo com amor, cada um sabe de si. Não acho que é preciso ter um namoro de um ano e meio - não acho nem que precise de um namoro. Desde que a mulher se cuide, e faça o homem se cuidar também (mesmo sendo um desconhecido, afinal como alguém disse certa vez: "as mulheres tem o poder sobre os homens. Se elas não querem, nada acontece."), pouco importa se fazem duas horas ou dois anos, se vai ser em um quarto cheio de pétalas de rosa ou ali no cantinho (sou a favor de experiências em cantinhos): desde que os dois queiram e estejam de acordo com isso, o melhor a fazer é aproveitar e não ficar fazendo perguntas sobre o universo e sobre as outras pessoas.

A única coisa que as mulheres tem que ter na cabeça é que apesar de fazerem o que querem, isso não é motivo de alarde. Contar para uma pessoa errada já faz com que o resto do mundo te classifique como alguém que não se respeita. O certo na verdade é não contar para ninguém - se quer mesmo contar vantagem sobre os outros, que seja por um motivo inteligente. Como já disseram, o que você faz dentro de quatro paredes (ou em lugares desertos, ou em cantinhos) é algo só seu, e manter o nível básico de privacidade faz com que as experiências sejam cada vez mais freqüentes, diferentes, e de repente o sexo impulsivo pode dar lugar ao sexo romântico quando se menos espera.

- Pauta para o site do TDB. :)

(deixando claro que eu não quero que de repente todo mundo faça sexo sem envolvimento só porque é legal. Mas eu não tenho nada contra isso - melhor dizendo, só tenho coisas a favor. :D) (e o título vem de Gett Off, do Prince, porque eu não posso esquecer da Hilary Swank cantando essa música toda 'ui' no PS I Love You. Sério, não posso. Entre os meus sonhos [sonhos e não fantasias, :D] impossíveis, cantar essa música está em uma das primeiras posições, sem a parte de cair e quebrar o nariz, é claro. HAHA)

07h42 PM

PEQUENO MUNDO REAL

Já saí do computador chorando até não ter mais nenhuma lágrima para derramar; já saí tão feliz que mesmo se o mundo acabasse eu continuaria alegre. Já contei meus segredos mais profundos por MSN e já fiquei tão irritada que desejei que a pessoa estivesse aqui, porque às vezes simples palavras em um monitor não bastam. Já me apaixonei por um amigo (algo que me segue até hoje), já separei um casal de namorados (sem querer), já fiz melhores amigos para a vida inteira que não duraram uma semana. Para compensar, tenho aqueles poucos que resistem a distância que nos separa, e por esses sim eu faria qualquer coisa. Eles não precisam estar aqui para que eu os ame; basta que estejam perto quando eu estiver online e precisar de alguém que não conviva comigo para me dar uma perspectiva diferente. E assim espero, que algum dia, esse meu pequeno mundo irreal conectado por um modem se transforme em uma realidade, de preferência uma que eu possa conviver todos os dias e quando quiser (e sem pagar interurbano).

- Pauta para a edição 1040 da Capricho.

Admito que eu estava louca para falar desse assunto, porque como alguém muito inconstante, ainda me surpreendo de guardar amizades antigas. Por exemplo (e ela é o melhor exemplo e sabe disso), a Cah, já que foi a primeira amizade virtual que eu tive, e apesar de termos brigado e ficado oito meses longe uma da outra, quando eu tive maturidade o suficiente fui falar com ela e pedir desculpas. E ela continua aí, ouvindo minhas histórias (que continuam sendo idiotas, como no primeiro dia em que conversamos), e eu as dela (que são interessantes), e a apoiando em tudo o que ela faz. De verdade. E Deus sabe que eu tenho que estudar e passar em uma tal de UFSC (e então comprar um certo box de DVD de um tal de Six Feet Under). E que da mesma maneira eu tenho uma gêmea Elliot perdida por aí, e algum dia eu vou conseguir visitá-la para assistirmos My American Girl juntas. Mesmo. :D

E estou matriculada no Expoente, fui avisada que possivelmente terei que apresentar meu jazz horrível que vai deixar as pessoas cegas dia 8 de março, e isso é muito em cima da hora, se posso dizer minha opinião, e por fim hoje tem eclipse lunar, o que me chocou um pouco, na realidade (dois posts atrás, eu falando de um certo eclipse que vi certa vez? Bem isso). Mas BEM mais importante que tudo (e ela obviamente vai reclamar que eu deixei ela por último), hoje é o aniversário da minha mãe. E nem tenho o que dizer desse ser que me colocou no mundo e pensa que por isso mesmo tem direitos e obrigações sobre mim. Na verdade tem, pelo menos até eu ter 18. Mas não vem ao caso. (te amo mãe, só estou te zoando <3).

06h38 PM

I'LL NEVER BE CRISTINA

Me sinto cansada de dizer que estou cansada, mas o estado tem sido tão permanente que mesmo repetindo mil vezes nunca parece ser o suficiente. Fico entre o cansaço de todos os dias, de ter que continuar sendo quem sou (sim, porque em minha lista de coisas erradas, 'ser quem sou' é uma das primeiras) e a felicidade de algumas conquistas que merecem ser comemoradas, como o Tudo de Blog (nem tento explicar como fico feliz lendo as pautas e quebrando minha cabeça para desenvolvê-las), a prova do Expoente (onde fui muito melhor do que esperava, especialmente em uma manhã de sábado, com sono e tentando fazer certas ressalvas sobre problemas quase sem solução) e o jazz, onde tenho me saído melhor do que esperava, sem dor e conseguindo coreografias que exigem uma flexibilidade que não sei bem onde se esconde.

Mas então paro aqui, só respirando o ar com cheiro de cigarro que vem do apartamento de cima (acho que ele está tentando abandonar a maconha, já que faz tempo que ele não fuma. Ou então parou de fumar na janela, possivelmente), e sinto que falta em todos os músculos uma força que não é causada por exercícios - só minha mente funcionando e dizendo para o corpo de um modo subjetivo que é melhor me deixar parada no mesmo lugar, porque 'essa garota é completamente louca'. Não sou tão louca, mas meu corpo já sentiu e minha própria mente já presenciou momentos tão estranhos que eles começaram a ter medo do meu inconsciente, esse que me deixa meio além e sem pensar direito na consequência do que faço.

Eu sei que o mais correto é ficar calada e deixar com que tudo passe, mas existem coisas que não posso deixar de dizer. Já sei o que é minha casa, já sei como funciona, mas todos nós somos adultos agora (inclusive eu) e precisamos de soluções e não (mais) mil problemas. Como disse o Dr. House, 'se você ficar dizendo tudo o que não pode ser, vai começar a recitar um livro inteiro'. Eu acredito que no fim desse ano as coisas vão ser diferentes; só que para isso é preciso esforço de todo mundo. Mesmo. Outra coisa: vou parar de andar por aí. Já disse pra Jani (sempre <3) que vou começar a sair com um saco de papel na cabeça, porque nunca vi isso. Troco alguém ruim por alguém pior, e o que me abala profundamente no fim volta em outra pessoa. Só pode ser karma, não acredito que só consigo relações disfuncionais com pessoas cada vez mais... Whatever, é melhor não explicar. Só que eu vou virar aquele gato para a parede, e deixar ele de castigo até as coisas melhorarem.

Assim como a Izzie, eu nunca serei a Cristina. Não sei se isso é uma coisa boa ou não, mas nunca terei a frieza e precisão para tratar da minha vida. Nunca mesmo. (e eu sei que o post é totalmente pessoal e do momento atual. Mas não custa de vez em quando sair das generalizações e trazer um pouco de paz para minha mente perturbada que não conhece ninguém que queira ouvir o que realmente pensa)

08h37 PM

PARA AMAR AS COISAS SIMPLES

2008 é um ano bissexto. Anos bissextos ocorrem porque a Terra leva 365,25 dias para dar uma volta completa em torno do sol. Por isso, a cada ano sobram seis horas, e depois de quatro anos um dia tem que ser acrescentado para superar o atraso. O dia extra não é dia 29 de fevereiro, é dia 24. É quando as convenções humanas entram em sintonia com o tempo que o nosso planeta leva para fazer o seu trabalho. É quando somos obrigados a viver mais 24 horas, e sermos esses pequenos pedaços de nada em um universo tão grande.

Em 2004 eu estava na oitava série e fui para minha viagem de formatura em Florianópolis. No último dia avisaram que de noite haveria um eclipse lunar. Quando já estava escuro, nos levaram para a praia, com o objetivo de ver o eclipse de lá. Ninguém estava muito interessado, na realidade, mas apesar da minha dor de cabeça por dormir mal durante quatro dias, apesar de estar cansada, apesar de querer a última festa, eu queria mais do que tudo ver a lua sendo encoberta pela sombra da Terra. Mas nada aconteceu enquanto estavamos lá, e já estava frio e tarde, então nos levaram de volta para o hotel. E estavamos na festa quando minha amiga me chamou para ir junto com ela pegar uma coisa no quarto - e o que foi minha surpresa ao olhar para cima e ver a lua parcialmente vermelha. Se tenho uma lembrança muito forte da viagem é essa: de eu, ela e mais algumas pessoas sentadas no meio-fio que levava ao prédio principal do hotel, olhando para cima, vendo aos poucos a lua ficando vermelha e depois voltando ao normal.

Minha vida é, normalmente, corrida demais, chata demais, difícil demais. Mas apesar disso, me mantenho aberta aos pequenos milagres, pequenos detalhes, todas essas coisas tão banais mas que me fazem lembrar o que sou ou o quê devo fazer aqui. Por muito tempo eu não existi; e minha vida é um sopro se comparada à todos os anos em que não viverei mais. Sou apenas uma garota que sonha e que espera não viver em vão, e se não posso levar mil conquistas comigo, espero somente ter sido feliz a maior parte do tempo. E como a felicidade é frágil e assustada, aproveito os poucos segundos que ela me oferece sem pedir nada em troca: um dia à mais, um eclipse lunar em um lugar que gosto, uma flor roxa que nasceu no meio do nada, um olhar, uma palavra, o silêncio depois de um dia inteiro, o céu que parece pintado à aquarela no meio da minha cidade caótica.

(e a foto é de minha autoria. Sério.)

08h24 PM

TROTE TDB - 006

Hoje é o Valentine's day. Isso me lembra que eu morri de rir quando estava a procura de tutoriais para o Photoshop e vi o banner de uma menina 'Valentine's day sucks!'. Como estamos no Brasil e aqui o dia dos namorados é só em junho, ninguém comentou nada sobre estar sozinho (ou não). Mas para mim hoje também conta, e se quer saber, eu deveria ter roubado o banner da menina e ter feito um wallpaper daquilo. Sério mesmo.

006 - Você acredita em duende?

Duendes vivem no final do arco-íris com um pote de ouro. Quando eu era criança (de novo falando sobre a infância da pessoa aqui) e via o arco-íris me dava vontade de ir andando até o final dele, e eu iria ficar rica e conquistar o mundo. E sempre que eu estava na rua e aqueles arcos coloridos tentava carregar meu pai ou mãe em direção à uma das pontas dele, sem muito sucesso. Até hoje me pergunto o quê haverá no final daquilo - se não é um anão vestido de verde segurando um balde cheio de moedas de chocolate, então que seja pelo menos uma mistura de cores. Mas possivelmente eles não chegam ao chão e não tem como determinar onde está o seu fim.

Quando me conformei que o jeito de enriquecer não era ir atrás dos duendes, parei de acreditar. Eles viraram filmes, enfeites de jardim, e músicas irritantes (eu vi dueendes!), mas nada além disso. Até que um dia eu assisti um filme da Disney (em um sério momento de minha vida em que só assistia o Disney Channel e nada além dele, e que acabou quando assisti todos os episódios que existem do Art Attack) que falava sobre um menino que vira um leprechaun. E eu assisti umas duas vezes e sempre fiquei pensando 'pois é, e se alguém virar um leprechaun mesmo? Se de repente eu descobrir que meus parentes não eram italianos e muito menos portugueses, e sim irlandeses muito estranhos com orelhas pontudas?'. Mas foi uma neurose momentânea que foi trocado pelo medo de ter uma gêmea em algum lugar e não saber.

Então, a um mês atrás, eu estava assistindo uma entrevista com o Gerard Butler sobre o PS: Eu Te Amo, e ele disse 'eu não queria soar como um leprechaun'. Depois, o Jeffrey Dean Morgan falou que não queria soar como um. Depois, ainda, a Hilary Swank disse que os dois não queriam, mas bem que pareciam. E como a Irlanda virou o novo objeto de amor, e PS: Eu Te Amo é só (somente!) o melhor filme que já vi na vida, então acredito em leprechauns, especialmente uns lindos, altos e atores de Hollywood.

08h18 PM

DROGAS SÃO REMÉDIOS (E VICE-VERSA)

A Alemanha liberou a maconha para usos medicinais. É uma notícia que quase não choca, comparada a toda polêmica gerada na Holanda e outros países que tentaram fazer leis mais flexíveis em relação à droga. O chocante, porém, é o governo alemão acreditar que tem controle sobre os usuários, um voto de confiança depositado em uma série de medidas, entre elas analisar cada pedido (e até agora 79 foram liberados em todo o país), confiar que somente as farmácias que receberam a autorização venderão a maconha e que se alguém saudável entrar para comprar um pouco, ninguém venderá. Parece que o Ministério da Saúde está simplesmente fechando os olhos e esperando que nada de ruim ou polêmico aconteça.

Se um portador de esclerose múltipla (uma doença neurológica que não tem cura, e cujos sintomas só pioram com o passar do tempo) ou síndrome de Tourette (uma desordem neuroquímica que faz com que o paciente tenha tiques involuntários ou vocalizações repetidas) já experimentou diversos tratamentos, e nada funcionou melhor do que a maconha, então a nova lei está correta ao legalizar o uso. É impossível imaginar que alguém passe pelas diversas complicações causadas pelas doenças sem fazer nada, ou respeitando uma lei - e especialmente porque remédios também são drogas e também viciam e matam. É tudo uma questão de quantidade: o Heath Ledger não morreu acidentalmente por overdose de remédios controlados? Isso só para citar um caso mais atual, já que existem vários assim. A questão não é se existe ou não outro remédio, ou se a maconha é a melhor maneira de atenuar os sintomas - é como o governo alemão irá controlar para que não existam brechas que permitam que os usuários normais de drogas possam aproveitar a lei para sairem impunes do seu vício.

E se nem a Alemanha, a terceira potência econômica mundial, país de primeiro mundo, sabe como controlar uma lei mais flexível sobre drogas, o que seria se o Brasil também o fizesse. É melhor nem pensar muito.

- Pauta para o site do Tudo de Blog.
- Créditos (da onde tirei informações bem úteis sobre a esclerose múltipla e sobre a síndrome de Tourette e é onde - vamos admitir - eu pesquiso tudo e qualquer coisa, todo o tempo ♥) - Wikipédia

07h13 PM

TROTE TDB - 005

Hoje não tenho comentários pré-trote. Acho que minha vida está começando a ficar sem graça (tá bom!).

005 - Diet ou light?

Quando eu era criança (estranho como esses trotes estão me remetendo a infância) eu não bebia refrigerante. Eu ia nas festinhas e os pais da amiga (ou amigo, mas demorou muito tempo para eu me dar bem com o sexo masculino) que tinha me convidado tinham que se virar em trinta pra me arranjar um copo de suco - bem colorido para eu não me sentir excluida. Às vezes, quando meus pais não falavam que eu não bebia refrigerante, eu até forçava um pouco pra não chamar a atenção. Não era bem o tipo de criança extrovertida que olha para algo e diz 'eu não tomo, é ruim!' ou 'eu não como, não gosto!'. Eu me esforçava e bebia uns goles, mesmo que me custassem umas lágrimas por causa do gás.

Então, quando fiquei um pouco mais velha e comecei a ir dormir na casa de amigas (sempre do sexo feminino, nesse caso), comecei a enfrentar um novo tipo de surpresa. Afinal o que faz uma criança de, sei lá, 11 anos tomar adoçante? Crianças são pequenas formiguinhas, faz parte do crescimento. Acontece que minha mãe sempre teve problemas com o peso, e eu também, por consequência, então me acostumei desde sempre com adoçantes e produtos light. Mesmo sem dieta, mesmo comendo o triplo da quantidade de calorias necessárias, ainda assim eu comia produtos light quando eles apareciam, porque sinceramente, eu acho que é melhor. Especialmente os refrigerantes - que viraram um vício por um tempo e depois nós começamos a ter uma relação saudável :D -, porque não tomo os normais de jeito nenhum, nem que sejam a única opção.

E nos últimos tempos (um ano e uns meses, já!), a tabela nutricional de alimentos começou a ser minha melhor amiga. Olho tudo, calorias, carboidratos, gorduras totais - saturadas, insaturadas, trans -, proteínas... Quem sai comigo para comprar ou comer alguma coisa fica louco, porque eu estou lá, vendo e fazendo minhas contas. E bem por isso, se existe a opção, eu prefiro o light ao normal. E dos diets eu passo longe, porque entre sem açúcar ou menos calorias, a opção da maníaca por dieta aqui é óbvia. E não atrapalhem minha conta de 1500 calorias diárias. :D

06h20 PM

TROTE TDB - 004

Posso fazer comentários antes do trote? (óbvio) Então, assisti o 8.01 de CSI Las Vegas, e ao invés de chorar horrores como eu pensava que iria, só ri sem parar, menos no fim. O fim foi perfeito, a Sara abriu os olhos (eu lembrava vagamente que ela abria os olhos, mas não tinha certeza) e o Grissom apertando a mão dela, que parece feita de gelatina. Perfeito, de uma maneira trágica. Mas no resto quase que morro de tanto rir. A idéia da Sara de pular na mulher dirigindo o carro, de cair pra fora, de andar no deserto (me diga exatamente porque ela não ficou parada e conservou as energias? Ela é uma CSI, ela não sabe que se sumir o mundo inteiro vai atrás?), de cair praticamente na estrada - e ninguém achando ela -, de quando acharam o outro corpo e mesmo com o laboratório INTEIRO no deserto o Grissom e a Cath ficaram parados olhando os outros trabalhando, e claro que sim, das corridinhas de Pamela Anderson da Marg que vaiseferrar, estava se achando uma diva com aquele chapéu roubado do armário do William. Sério mesmo.

Mas não importa, ainda amo CSI e supero esses episódios horríveis e completamente sem sentido. Menos o fim. Claro.

004 - Diga o impacto que o Titanic fez na sua vida.

Eu odiava filmes. E odiava coisas populares como Backstreet Boys e Leonardo Di Caprio. Portanto eu odiava por antecipação o Titanic. Mas ainda assim, um dia meu pai foi na locadora e pegou aquele VHS jurássico pra mim, e lá fomos nós assistir juntos. Sendo, naquela altura, que todo mundo já tinha assistido e tinha pelo menos um pôster do Di Caprio pendurado em cima da cama para dormir e sonhar com ele (e eu achando aquilo uma besteira, HAHA), e que eu já sabia que tinha um navio que afundava por causa de uma pedra de gelo gigante (cujo nome só descobri mais tarde, junto com outras informações e um medo que dura até hoje de bater em um iceberg por aí, HAHA).

Como eu não gostava de filmes e quase não os assistia, Titanic foi uma experiência nova para mim, ainda mais com aquelas cenas de conteúdo explícito que eu jamais havia visto na TV. Não lembro se meu pai pulou essas partes, é bem possível. Sei que assisti até ficar cansada, isso bem perto do fim (estava cansada de todas aquelas pessoas berrando e se pendurando), e depois meu pai veio me contar que o Jack morria e eu fiquei chocada, claro, como assim? Primeiro filme com morte também. Resolvi ver o final só pra ter certeza que não era só uma brincadeira (que pessoa sádica seria meu pai, dizendo para uma criança que a pessoa morreu sem ter morrido de verdade), e fiquei em um choque ainda maior. 'Como assim ele morreu? Como assim essa (insira todos os palavrões que uma criança pode pensar) dessa mulher não morreu e ele sim? Alguém me explica?'.

Ninguém me explicou, claro. E umas horas depois eu já estava fazendo outra coisa, então nem fez diferença. O Titanic foi meu primeiro pornô/terror (naquela idade era essa minha concepção - como as coisas mudam, HAHA) e me mostrou que eu não sou fã de blockbusters, nem de atores populares. Pelo menos não era, até descobrir Hollywood, e então me perdi no meio do luxo, dos flashs e da E! Entertainment Television. :)

06h52 PM

TROTE TDB - 003

Minha idéia era seguir os assuntos que foram determinados de um modo malvado interessante para o trote assim, na ordem. Só que para o próximo assunto eu tenho que pesquisar antes de desenvolver, não tem como escrever somente. Me sentiria burra menos patriota (porque de um modo idiota também me considero uma americana que valoriza o american way of life - yes sir :D) escrevendo sobre quem eu prefiro entre Hilary e Obama se quando eu olho algo sobre eles eu mudo de canal, viro a página ou desligo a TV. Então preciso de um tempinho para voltar pro canal, ler as matérias e lembrar de deixar a TV ligada. Até sexta eu tenho uma opinião.

Vamos pra a quarta parte que para mim é a terceira (whatever, Cindy).

003 - Febre amarela, como se previnir?

Muito bem, sente que lá vem história. Tudo começou com os macaquinhos que infelizmente não foram avisados que um flavivírus (também responsável pela chamada Febre do Nilo Ocidental) estava viajando por aí por mosquitos hematófagos. E os tais do Aedes aegypti e do Aedes albopictus não tinham muita idéia que se eles picassem os macacos doentes em uma zona gordinha e peluda eles iriam pegar o vírus e depois que picassem outro macaco o vírus espalharia. Creio que mesmo se eles soubessem não se importariam, mosquitos hematófagos são malvados. E graças à desinformação dos macacos peludinhos da selva, muitos deles morreram e isso possibilitou que os humanos fossem contaminados também. Porque humanos às vezes se acham no direito de serem grandes macacos desajeitados. E os mosquitos são míopes demais para ver diferença.

Então os humanos que pensaram que as florestas eram uma boa idéia voltaram para a cidade, que é o habitat natural deles, e de repente começaram a se sentir mal sem saber o porquê. E como nossa tecnologia é avançada - de vez em nunca - descobriram um tempo depois que aquilo era febre amarela. E com mais casos descobriram que todos os doentes haviam ido viver com macacos inicialmente infectados. E soltaram um alerta: fique longe das zonas de risco e se não puder, veja se tem a vacina, porque veja que estranho, ela dura dez anos. E se não se vacinou, se vacine antes de ir. Mas - e guarde bem o mas - só se vacina quem for viajar para as zonas de risco. SÓ.

Porém, como todos nós temos medo de uma epidemia, o que resultou foi pânico, fila em postos de saúde, e se eu ganhasse um centavo por cada pessoa que mentiu que estava indo para uma zona de risco só para se vacinar, eu seria tão rica quanto a J.K. Rowling. E o pânico fez com que as pessoas se vacinassem duas vezes, ou então fossem quando a imunidade estava baixa e - fato conhecido aqui! - como a maioria das vacinas são feitas dos próprios vírus, isso fez com que várias pessoas ficassem doentes ou até morressem. O que resultou? MAIS pânico. Sem vacina morre, com vacina morre, como assim? Tenho que comprar um plano família da funerária ou posso simplesmente esperar que nada aconteça enquanto acendo uns incensos e rezo para ficar bem?

Então (e só aqui vou entrar com o assunto real do trote), calma que a tia Cindy vai dar umas dicas. Fique longe de florestas. Você mora na floresta? Se mude por uns tempos, até o inverno de preferência. Fique longe de mosquitos. Se ver um na parede, mate, mesmo que seja só um inocente pernilongo - afinal você não é entolomologista e não sabe diferenciar espécies de mosquitos. Se você for um entomologista, mate e guarde para a sua coleção. Fique longe das áreas de risco. Mas se não der, vacine. Mas uma vez só e sem estar gripado ou com a imunidade baixa - como você vai saber isso? Não sei, nem idéia. Se não der de seguir as recomendações, viva em uma bolha de plástico, mas garanta que só tem você mesmo lá dentro. :D

E tchau que eu vou assistir CSI (agora na AXN! <3) *----------*

07h52 PM

TROTE TDB - 002

Antes do trote: pensar demais, ruim. Muito ruim. Alguém me faça engolir a parte das minha resoluções de ano novo onde eu digo 'não racionalize, faça por instinto'. Meu (sure!) Grissom bem que falou que racionalizações são mais importantes que sexo. Não fui eu que disse, foi ele. E como a Sara, no caso, negou tudo ainda que estivesse racionalizando, eu também negaria tudo com prazer a menos de 24 horas atrás. Hoje admito que minha cabeça estava bem além do que deveria. Irritante.

002 - Tartarugas Ninjas.

Não lembro nada delas, menos que elas amavam pizza. E que eram quatro, e tinha um rato e esgoto, e eu sempre pensava no fundo do meu coração "porque elas são tão grandes, elas não são tartarugas?" (isso antes de saber que existem tartarugas gigantes que vivem centenas de anos no mar, mas naquela época eu não sabia o que era biologia. Mas agora penso, elas vivem no mar. O quê quatro tartarugas gigantes fazem na terra? Existem tartarugas gigantes terrestres?¹). Nunca fui muito chegada em heróis, até assistir X-Men, ver o Wolverine e pensar - YUMMY *----*, uma reação mais ligada ao Hugh Jackman do que ao Wolverine em si. Desde então virei uma viciada em heróis da Marvel. Mas a idéia não era essa, certo? Voltando às tartarugas. É o seguinte: se de repente alguém teve a idéia maluca de que tartarugas, que são conhecidos por sua lerdeza, podem dar bons heróis, e pior ainda, vender a idéia e fazer desenhos, filmes, produtos de todos os tipos... bem, só posso admirar essa pessoa. Ou ela conhece umas técnicas de hipnose fantásticas ou ela sabe como administrar mensagens subliminares para que seja um sucesso.

Apesar que pensando friamente, tem umas idéias piores. Inclusive a de um mutante com garras retráteis nas mãos. Mas não que isso mude alguma coisa. :D

¹ As tartarugas-gigantes, da família dos testudinídeos, são tartarugas terrestres de grande porte. A maioria atinge 300 kg e 1,30 m.

- Não parece muito heróico, huh? :D

02h53 PM

TROTE TDB - 001

Aparentemente o fato de eu ser uma pessoa atrasada que sumiu totalmente nos últimos dias é mera eventualidade do destino (sumi tanto que esqueci da pauta do site da Capricho. Que coisa feia, a menina mal fica feliz de estar na equipe e já esquece da bendita da pauta, que ainda era uma que eu bem que queria falar sobre. :/) e eu vou poder postar todos os dias com um assunto do trote das veteranas do TDB. Os assuntos são divertidos, afinal. E eu adoro falar sobre coisas que acrescentam algo na vida das pessoas (ironia mode ON, mas de verdade, eu gostei, ainda que eu tenha que passar um BOM tempo na Wikipedia para responder algumas delas, HAHA).

001 - A Tchecoslováquia manteve-se comunista até o final da década de 80, quando se abriu para o sistema democrático. Analisando a atual situação da política brasileira, você acha que o nosso país poderia de alguma forma se tornar comunista?

A resposta mais curta e direta seria "não", a mais comprida seria "com certeza não". Sempre vi (e de política eu não entendo nada, portanto minhas considerações devem estar todas erradas, mas relevem) o Brasil como um país pacífico demais e morto demais para qualquer resolução no mínimo contraditória. Isso obviamente explicaria porque as CPI's nunca dão em nada, só em um monte de discussões e matérias no jornal. Agir de verdade seria contrariar o interesse da camada mais rica e poderosa da população, e o Brasil não seria Brasil se não fossem pelos poderosos (que desviam verbas e usam cartões corporativos para fazerem compras na Casa China). Tem também a questão do nosso país ser controlado por outras nações poderosas por aí (sem citar nomes) e se de repente alguém dissesse "vamos ser comunistas e desistir desse capitalismo que só nos dá mais desigualdade social!" essa pessoa iria acabar tirando umas férias para um lugar indefinido. Isso é, se alguém acreditasse. Todos nós odiamos o capitalismo - quando estamos sem o capital - mas no fundo não vivemos sem ele. E sem McDonalds. :)

(será que existe alguma comunidade no orkut chamada "Eu não seria nada sem a Wikipedia"? Vou procurar. :D)

06h51 PM

NOS ÚLTIMOS TEMPOS...

Tenho dois posts completos guardados no computador, e toda a vez que leio sinto vontade de quebrar meu CPU o jogando, possivelmente, pela janela. Tenho guardado uma centena de considerações diferentes (inclusive inúteis, como "quem colocaria um vaso de flores na frente da TV?"¹). Minha agenda está cheia de idéias, e eu acho que daqui a um tempo eu vou achar aquilo mais engraçado do que as videocassetadas do Faustão (que deixando claro, só me fazem rir se meu estado psicológico estiver muito alterado). Meu pensamento muda mais do que o cabelo da Tonks mudava na Ordem da Fênix, e se eu fosse uma metamórfaga acho que nesse momento eu seria um mosquito com cabelo pink, para daqui à cinco minutos ser um urso polar com dreads roxos.

Sabe a história que pensar muito só atrapalha? É isso. E que o adormecer da mente gera monstros, como diz a primeira página de O Iluminado (e que eu muito bem concluí, na época, que se fosse assim minha mente estava pior que a Monstros S.A.). Se eu pudesse parar de pensar por um minuto ficaria agradecida. Se houvesse algo útil de verdade para fazer nessa casa, ficaria igualmente agradecida. Na realidade posso apontar uma centena de coisas úteis, incluindo estudar para a prova do Expoente ou ver House, mas quanto mais o tempo passa, mais minha cabeça se confunde, mais eu penso, menos coisas eu faço, e dessa maneira - entre ter certeza de algo mas continuar na dúvida cruel de fazer por mim ou esperar - uns bons três dias já se passaram e eu nem vi.

Tudo que vejo é meu celular sem bateria, e dos dias tudo o que lembro é da aula de jazz (aah *------*), do livro da Agatha Christie que terminei rápido demais (aquilo deveria ter 800 páginas, só assim ficaria satisfeita) e de ter visto Menina de Ouro alguns anos atrasada, e tudo isso para apoiar a relação AMOROSA de pessoas que se tratavam como pai e filha. Seriously.

- and maybe someday we will meet,
and maybe talk and not just speak
don't buy the promises 'cause
there are no promises I keep,
and my reflection troubles me.
so here I go...
 

¹ 27 Dresses, alguém me leva pra ver a Katherine Heigl no cinema? <3

² E eu vou fazer o trote das veteranas do TDB si si. *---* Pena que eu só vi agora (atrasada, HAHA).

05h32 PM

DECEPÇÕES E DESCOBERTAS

Sempre me perguntei o que eu faria se meu namorado me trocasse - não por uma garota mais bonita e menos díficil de lidar - mas por outro garoto. Normalmente na ficção, onde isso é um clichê, a mulher troca o ex por outra e tudo que ele faz é para descobrir o que exatamente deu errado durante a relação. Se acontecesse comigo, eu possivelmente pensaria o mesmo, mas só usaria como uma desculpa. É verdade que, em teoria, ninguém "vira" homossexual, mas é verdade da mesma maneira que após algumas decepções as pessoas possam ter interesse para saber como as coisas funcionam do outro lado... e aí descobrem que é mais fácil, mais prazeroso, e que podem ficar ali mesmo. Mas no fim não importa se você foi trocado por outro ou outra, o importante é superar e conhecer novas pessoas. Afinal de contas, você não pode saber o futuro, e, de repente, algum dia você mesmo estará descobrindo novas sensações... e gostando para onde elas te levam.

Pauta para o TDB - edição 1039.

Não postei antes falando do meu choque por agora fazer parte do novo time de colaboradoras, mas é que eu não conseguia passar para palavras todas as sensações - tanto por essa conquista, como por outras que quem sabe, alguma hora, eu consiga falar sobre. Quando eu não sei o que escrever é melhor não escrever nada. (:

01h44 PM